quarta-feira, 19 de março de 2014

3º Dia - Santana do Livramento / Colonia Del Sacramento - 520 Kms

Chegou o tão esperado dia. O dia de cruzar uma fronteira internacional. Acordamos por volta das 07:00, e fomos tomar um delicioso café da manhã oferecido pela Pousada Pitangueiras. Com direito à geleias caseiras, queijo colonial e outras delicias.
Depois de um belo café, chegou a hora de sair em direção à aduana. Mas o dia me reservava uma surpresa logo cedo. Paramos na entrada de Santana do Livramento para abastecermos. Depois que a moto estava abastecida, fui empurrar a moto da frente da bomba, pois o frentista queria abastecer um carro. Resultado: O cavalete lateral estava abaixado e, havia um desnivel no piso do posto. Chão! Para a moto apenas. Que bateu o baú lateral, e o protetor de motor. Só ralou o protetor, mas ele está lá para isso mesmo.
Eu estava um pouco nervoso com a experiencia de passar a fronteira. Não sabia como seria, já li tantas coisas sobre aduanas. Mas, realmente, a do Uruguai é muito tranquila. Já falo mais..
Tinha que levantar a moto. E também já vi videos, fotos, etc de como levantar a moto sozinho e sem se machucar. Na hora esqueci de tudo! Agarrei no freio dianteiro, no punho e no suporte do baú. De onde eu tirei forças, não sei. Só sei que ergui os 205 kgs da moto, mais gasolina e três baús carregados sozinho.
Depois do susto, vamos pra aduana. Chegamos lá e já eram 09:30. Eu explico: No Uruguai ainda está em vigor o horário de verão, portanto, já perdemos uma hora neste dia. Mas como lá estava tranquilo, o processo foi rápido e sem muitas delongas. Nem olharam a documentação direito. Porém, isso não quer dizer que dá pra ir sem carta verde ou autorização para sair do país no caso da necessidade. Lá conversamos com outro motociclista paranaense que também estava indo para Colonia na sua Harley Davidson 1600cc. Conversamos rapidamente com ele e seguimos. Encontrariamos ele posteriormente no trajeto.
Rodando na Ruta 5
Seguimos em direção a RUTA 5. Estrada de pista simples, porém de pista muito boa. No caminho, haviam duas fiscalizações aduaneiras. Nas duas eu parei. Porém, nem precisei descer da moto. Os policiais simplesmente fizeram gestos para que eu seguisse sem parar.
Nossa primeira parada foi na cidade de Tacuarembó. Paramos no posto ANCAP da entrada da cidade. E nos sentimos como verdadeiros alienigenas. As pessoas nos olhavam com cara de espanto. E o mais legal, algumas vieram conversar conosco. Perguntaram de onde eramos, para onde iamos. E o que era aquele aparelho pendurado no guidão da moto? Era o GPS. Foi engraçado, eu explicando para uma mulher o que o GPS fazia e como funcionava. Tacuarembó tem a festa do Gaúcho. Que se realizou agora no dia 16 de março. Se não me engano, a festa se chama dia do Orgulho Gaúcho.
Entrada da Cidade de Tacuarembó
Depois da moto abastecida, mais estrada. Ventava muito, praticamente não tinha sol, e a temperatura estava na casa dos 18°. Agradável! A estrada era muito boa mesmo. Retas muito longas e pouco movimentadas. Pouca policia Caminera e alguns caminhões que carregavam madeira.
O almoço foi no vilarejo de Paso de Los Toros. Havia um restaurante muito legal lá. Comemos empanada, com papas fritas. Prato bem conhecido. E tomamos um refrigerante sabor Pomelo. Pedimos na curiosidade do que seria. E nada mais era que uma Schweppes Citrus, hahahaha. Mas enfim, a comida estava bem feita. Porém com pouco tempero. Mas deu tudo certo. Só o garçon que era meio mal humorado. Na hora da conta ele escreveu que a taxa de serviço não estava inclusa. Nem preciso dizer que não paguei nada né? hahaha. Lá encontramos o motocilclista do Paraná novamente. Falamos rapidamente e cada um seguiu seu caminho.
O interior do Uruguai é um pouco assustador. As cidades que passamos são muito pobres. Muitos casébres, favelas, carros e motos antigos fazem parte do cenário. Os postos pelo caminho são bons. Bem limpos, com boas lojas de conveniências (que eu aprecio...) e wi fi grátis.

 Os geradores que não geravam nada!
 Só os cabelos da Sara que estavam ao vento
Desculpem a minha cara estranha. Foi o melhor que deu pra fazer
Depois desta parada, fizemos outra na cidade de Durazno. Lá, abastecemos num posto ESSO. O preço do combustivel não é dos melhores por lá. Algo em torno de R$3,60. Mas era o que tinha.
Passamos por uma fazenda eólica com mais de 50 geradores eólicos. Curiosidade: O dia estava ventando muito, porém, nenhum deles sequer se mexia. Vai entender.
Mais estrada, mais retas longas e muito, mas muito vento. A paisagem é basicamente de campanha. Muitas planícies cobertas por pasto e muito gado. Além de ovelhas. Você perde a vista vendo a paisagem. Muito bonito, diferente da nossa região de Santa Catarina em que vivemos. Muito agradável.
Paramos em frente á uma base da força aérea Uruguaia. Os leitores me perdoem, mas não lembro o nome da cidade que era. Mas haviam alguns aviões expostos e não perdi a oportunidade de parar e fotografar.

Base da força aérea uruguaia. Em algum lugar da Ruta 5
Passamos também por uma cidadezinha que se chama Trinidad. Lá, achei que estava pegando o caminho errado. Pois haviam dois ônibus de turismo na minha frente, meu GPS indicava virar a esquerda, porém, os ônibus seguiram a direita. E eu, pensando com meus botões: Esses ônibus devem ser de turistas a caminho de Colonia. Mas ainda bem que segui o GPS, porque eu estava no caminho certo!
Paramos para tomar um café em Florencio Sanchez, outra cidadezinha muito pequena, e aparentemente muito pobre. De lá, faltava apenas 100kms para nosso destino do dia.
Continuamos mais alguns kms na RUTA 5. Depois ela junta com a RUTA 1. Nela rodariamos mais alguns kms no decorrer da viagem. A RUTA 1 começa (ou termina) em Colonia e termina (ou começa) em Montevideo (entendeu?!?!). Por um trecho andamos em pista dupla. Porém, acredito que uns 30 quilometros antes de Colonia, a pista é simples. Porém, em ótimas condições. Aqui nesta parte da viagem, o movimento na estrada já se acentuava. IMPORTANTE: Existem algumas pontes estreitas pelo caminho. Onde só passa um sentido do fluxo de cada vez. Tome cuidado, pois um dos lados sempre dá a preferência de acordo com a sinalização horizontal destas pontes.
A entrada de Colonia del Sacramento é muito bonita. Por aproximadamente 5 kms há palmeiras muito grandes, fazendo uma espécie de avenida exclusiva. São as boas vindas aos turistas que ali chegam.
Chegamos em Colonia por volta das 17 horas (horário local). E fomos direto para o hotel EL VIAJERO. Um hotel muito bem localizado. Na Calle Odriozola. Ela é a rua onde começa o centro histórico. E a 2 quadras estava o centro da cidade. E ainda com uma pequena vista para o Mar Del Plata. Descansamos um pouco e começamos as atividades pela cidade ainda aquele dia.
 Chegada em Colonia Del Sacramento
 Vista muito bonita!
Chegamos! Nosso objetivo do terceiro dia havia sido alcançado.

O nosso dia havia sido excelente. Cheio de descobertas e novos lugares para nós dois. Chegamos em Colonia animados e cheios de disposição para encarar os demais dias da viagem. Estava só começando.
YEAHHHHH

Um comentário:

  1. Muy bueno todo lo que relatan. Adorei! Solo un error: desde Colonia, lo que se puede ver es el Río de La Plata, no la ciudad de Mar del Plata, que está a casi 500 kms.!!!

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