domingo, 30 de março de 2014

7º Dia - Montevideo / Piriapolis / Punta Del Este - 150 kms

Saímos de Punta Del Este quase as 09 da manhã. Descemos a Rua Rio Negro, em direção à Rambla Costanera. Avenida que passa pela costa de Montevidéu. É uma avenida ampla, que já havíamos passado no dia anterior. Passamos novamente pelo Iate Clube e outros pontos turísticos da cidade. Parei para abastecer no Posto Esso.
Tive um pequeno problema técnico lá, causado por falta de atenção. Quando terminou o abastecimento, simplesmente subi na moto e dei partida. Senti um forte cheiro de gasolina. Quando olhei para o bocal do tanque (que fica na parte lateral traseira), a tampa estava aberta e jorrava gasolina. Resultado: Desce da moto, tira luva, tira capacete e lava a moto. Felizmente sem maiores complicações.
Pedi informação para o frentista que me indicou para seguir pela rambla. Dá pra pegar a Ruta Inter balnearia lá em Montevidéu mesmo. Mas se seguir pela Rambla, você anda uns 30 quilômetros pela costa. Um visual muito bonito. Eu recomendo. Depois, quando chega num bairro, basta virar a esquerda na rotatória e seguir mais 5 quilômetros aproximadamente. Basta virar a direita e já está na Inter Balnearia. Esta rodovia é muito boa. Pista dupla, bem sinalizada e assim como as demais rodovias do Uruguai, muito pouco movimento. Paramos numa praça de pedágio para tomar uma água e lá também havia um posto de informação ao turista. Pegamos algumas dicas e seguimos em direção à Piriapolis.
Parada na praça de pedágio para tomar água e pegar informações
Seguimos por aproximadamente 20 quilomêtros até chegarmos em Piriapolis. É uma cidade de praias lindas, amplas e aparentemente muito boas. Lá fomos conhecer o castelo de Francisco Piria. Fundador da cidade. É uma bela construção arquitetônica. Num lugar rodeado de verde e muitos pássaros. Não admira alguém ter tido a ideia de fazer uma casa naquele lugar. É simplesmente demais. Além do castelo, há uma construção onde funcionava uma vinícola do fundador. Foi construido em meados de 1890. Piria também foi alquimista e um dos homens mais ricos do Uruguai. Atualmente o castelo é um museu que conta a história da cidade e de seu fundador.








No caminho para o castelo há a igreja matriz da cidade. Uma construção imponente. Porém em ruínas. Peguei esta foto da internet, porém, posso assegurar que o visual agora está bem pior que este da foto.
De lá, fomos conhecer o Cerro San Antonio. Que fica bem no centro da cidade. O grande problema é a sinalização um pouco falha para chegar lá em cima. Dá pra ir de teleférico também. Saindo da praia, porém, optamos por irmos de moto. E aí meu senso de direção nos botou numa enrascada. Fui andando e seguindo a minha lógica para chegar no topo. Subi uma rua de asfalto mais que pude. Quando acabou, havia uma rua de terra. Pensei comigo que lá seria a entrada para o cerro. Entramos nela. Andamos uns 3 quilômetros entre pedras e mato. Resultado: Apenas damos uma volta no cerro sem conseguir alcançar o topo. Depois descobri onde subia. Uma via pavimentada e sinalizada. Quase apanhei da Sara, hahahaha. Mas este é o bom da viagem. Fazer umas aventuras inusitadas, tá valendo.
No topo do cerro a vista é linda. O dia estava ensolarado e lá em cima há restaurantes, bares, lojas de souvernirs, etc.
 Cerro San Antonio



Depois de muito fotografar e comprar alguns "regalos". Descemos o Cerro e fomos procurar um lugar para almoçar. À beira mar, claro. Escolhemos o restaurante Don Quijote. Também pudera, havia um cozinheiro fazendo uma paella enorme na frente do restaurante. Impossivel resitir. Um prato de paella custava 250 pesos uruguaios. A imagem fala por sí só.
 Dá pra resistir?
 Delicia
Almoço Maravilhoso de frente para o mar

De estômago cheio, voltamos a rodar. Mais 40 quilômetros, e estaríamos em Punta Del Este. Já na chegada você está próximo à Punta Ballena, local onde fica a Casa Pueblo. Museu e casa do artista plástico Carlos Paes Villaró. Esta casa também é uma obra do artista. Uma construção imponente à beira do mar, com um hotel ao lado. Dentro dela é possível ver muitas obras do artista, que estão por toda a parte da casa. Agora, o mais emocionante é assistir um video que conta a sua história. Este video é narrado pelo próprio artista. Conta todas as suas fases, suas inspirações, seus trabalhos como cineasta, etc. Inclusive a participação dele no famoso caso do avião que caiu na Cordilheira dos Andes. Seu filho, Miguel Paes, estava a bordo. E foi um dos 16 sobreviventes que foram resgatados depois de 73 dias perdidos na cordilheira dos Andes. Carlos Paes, faleceu no dia 24 de fevereiro de 2014. Estivemos lá no dia 07, poucos dias após sua morte. O local estava muito movimentado por visitantes curiosos para conhecer aquele belo local. 
Compramos uma gravura do artista. Com número de série e autógrafo do artista. Preço: U$60,00. Valeu a pena, é uma obra muito bonita e vai enfeitar a parede da nossa casa. Uma grande lembrança, de um grande artista e de uma grande viagem.
 Casa Pueblo





Mirante próximo à Casa Pueblo

Depois de conhecer aquele lugar maravilhoso. Fomos em busca do nosso hotel. O hotel Tanger. Este hotel fica numa posição muito boa na cidade de Punta Del Este. Fica num ponto onde pode se avistar da janela, os dois lados do mar de Punta. A Praia Brava (mar aberto) e a praia Mansa (uma espécie de mar represado). E também, a famosa escultura de "Los Dedos".
No hotel fomos recebidos pelo Senhor Marcelo, que nos mostrou todo o hotel. Havia piscina aquecida, piscina no terraço e sauna a nossa disposição. Por se tratar de Punta Del Este, um balneário muito badalado, o preço foi bastante justo U$80,00. Mas antes de desfrutar da piscina aquecida (merecido), fomos na escultura de los dedos. Não podia ficar sem ir lá. Agora que já fomos lá, quero conhecer La Mano de Dios, lá em Antofagasta. Mas isso é assunto para outras postagens. Infelizmente, não deu pra tirar fotos muito boas. Haviam muitos turistas lá, subindo pela escultura e todo tipo de coisa, lamentável.


Saindo de lá, fomos conhecer a famosa ponte ondulada. No distrito de Maldonado, basta seguir pela avenida da Praia Brava por aproximadamente 8 quilômetros. São duas pontes construídas em "ondas". É bastante divertido cruzar por ela. Fizemos o video abaixo para mostrar um pouco como é. Detalhe: Eu passei 6 vezes por ela. 
 Ponte ondulada - Maldonado 


Voltamos para o hotel e fomos para a piscina aquecida. Ficamos lá por mais de uma hora. Uma ótima forma de repor as energias depois de tantos dias andando de moto.
A noite ainda fomos na cafeteria Havanna. Para tomarmos um café e comer um alfajor. Delicia argentina em terras uruguaias... Tomamos um café, que vem com leite condensado e por cima uma dose de café preto. Você mistura os dois e aprecia. Muito bom.
 Conhecemos 3 casais de brasileiros, da cidade de São Paulo que estavam viajando de moto. Eles indo, e nós voltando. Não lembro o nome de todo mundo. Mas lembro da Shirlei e do Tonico. Eles viajavam com uma Varadero, V Strom 1000 e uma BMW 1300. Motociclistas experientes e muito simpáticos. Conversamos bastante a noite e no dia seguinte no café da manhã.
Era hora de descansar, seria nossa última noite no Uruguai. A viagem começava a terminar.
 Vista da janela do hotel Tanger


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