segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Serra do Rastro da Serpente - Apiaí - Capão Bonito SP

Olá galera!!!

Acredito que todos estejam ansiosos para lerem as nossas impressões sobre a Serra do Rastro da Serpente (ou não... hahahaha)...
Partimos no sábado as 06:30, e não as 05:00 como de costume, já instituído por mim. Confesso que esta quebra de paradigma está me fazendo bem. Quando fomos para Bom Jardim da Serra, que fomos até mesmo sem planejamento e saindo as 09 horas da manhã de casa, já foi legal.
Mas vamos ao que importa. As 06:30 saímos de casa, a Sara e eu, o Gilmar e a Débora. O tempo estava meio nublado e a temperatura na casa dos 15º. Mas nada que usar uma segunda pele não ajude. Seguimos até Joinville, e paramos no posto Rudnick para um gostoso café da manhã. Estou tomando uns corticóides para uma alergia e confesso que isso abre muito meu apetite. Devorei dois salgados e metade do misto quente do Gilmar que ia "sobrar"... hahahaha, zueras a parte, todo mundo estava esperando por um café quente, afinal o dia estava gelado. Lá já começamos a encontrar algumas motos, seu destino era o encontro de Paranaguá, muito famoso, que estava rolando no final de semana. Preparamos nossas Go Pro e seguimos viagem, eu tinha carregado a minha, mas acho que esqueci ligada e descarregou a bateria. Ainda bem que o Gilmar tinha outra bateria e me emprestou, valeu Gilmar.
Subimos a serra de Curitiba sem problemas, estava bem tranquila, exceto pelos grandes, pesados e lentos caminhões, mas nada que tirasse o brilho da viagem. Mais uma parada no contorno leste de Curitiba para abastecer no Posto Aldo, e vamos pra estrada de novo, entrando em Curitiba para seguir para Colombo, essa parte da viagem achei bem chata, cruzar a cidade, meio perdido, apesar de o GPS ter ajudado plenamente. Mas errei uma saidinha e tivemos que fazer uma baita volta, mas no fim deu tudo certo. Passamos por uma via da cidade de Colombo, muito movimentada e com várias lojas, etc. Em seguida, já estávamos saindo do agito e começando a curtir as curvas. Pelo que conversei com o pessoal, lá em Adrianópolis já começa a serra do Rastro da serpente, com suas mais de 800 curvas.
Cara, é curva que não acaba mais, você nem consegue olhar a paisagem direito, isso que estávamos bem no início da estrada. 
Com tanta curva, acabou abrindo o meu apetite (risos), e paramos em Tunas do Paraná, uma cidade bastante pequena por sinal, havia um pequeno posto de combustíveis se só tinha uma bomba de gasolina. Lá fomos ao banheiro e fomos convidados pelo Sr. Straub, dono do restaurante anexo do posto, para almoçar. Comida caseira com vaca atolada por míseros R$12,90 por pessoa. A comida estava maravilhosa. Primeiro ponto a favor do roteiro. Apesar de muito simples, fomos muito bem acolhidos e comemos bem. Ao contrário do que eu havia colhido de impressões sobre quem já havia ido para aquelas bandas. Não espere luxo, mas em Tunas do Paraná, pode almoçar no restaurante Straub que a comida é simples, porém, muito deliciosa. Lá também colamos um adesivo do blog e bora pra estrada.
 Adesivo devidamente colado
Vaca atolada com farofa e feijão, tava bom demais
Curvas e mais curvas, a paisagem é muito bonita ao longo do percurso, o único problema é que são tantas curvas que fica difícil de contemplar e parar no acostamento se torna arriscado, devido a falta dele. Com relação a vegetação, é um pouco alta nas margens da rodovia, o que dificulta pra ver, mas o que também é ponto favorável a preservação do meio ambiente.
Era tanta curva que o cavalete não parava de raspar no chão. Até que o apoio lateral que tinha uma base mais larga, simplesmente ejetou da moto, hahahaha. Mas sem sustos, apenas aquele barulho e eu parando pra recolher a peça. Neste trecho a estrada está em boas condições, bem sinalizada e com muretas ao longo dela, sem guard-rails, apenas muretas bem pintadas.
Já estava meio gasto, na viagem, ele ejetou... rsrsrs
Chegamos então em Apiaí, por volta das 14 horas. Paramos num Posto Petrobrás, que fica bem em frente ao primeiro marco do Rastro da Serpente. Eu só vi quando estávamos indo embora, daí ficamos de voltar no outro dia, mas mudamos os planos. Faltou a foto lá, uma pena, mas isso serve pra eu aprender a sempre que tiver vontade de bater uma foto, parar e bater, e não esperar pra volta ou coisa assim, porque as coisas podem mudar e eu vou me arrepender depois.
Mas voltando a parada, neste posto havia o Café e Cia. Uma cafeteria muito simpática, infelizmente não peguei o nome do dono, mas foi muito atencioso e tomamos um delicioso café.


Faltavam apenas 90 quilômetros para Capão Bonito, neste trecho, a estrada está bem deteriorada, acredito que principalmente pelos grandes caminhões de minério que circulam por lá. Foi um trecho tenso, além das curvas, tínhamos que desviar de buracos e remendos com elevações grandes. Mas chegamos com segurança à Capão Bonito. 
Logo na sua entrada, tem o Porthal Rastro da Serpente, um bar temático como todo bom motociclista gosta, cerveja, aperitivos, rock'n roll, sinuca e bom papo. Fomos recebidos pelo proprietário do bar, que nos viu nos preparando para uma foto na placa da serra, e prontamente nos fotografou, ele se chama Arthur, foi muito atencioso e receptivo. Depois das fotos devidamente tiradas, fomos tomar alguma coisa e jogar conversa fora, e lá começou uma longa conversa que vocês verão as cenas dos próximos capítulos em seguida. rsrsrs.
O bar é muito a cara do motociclista, cheio de placas, mesas temáticas, etc... Enfim, um ambiente muito agradável e com atendimento excelente. Nos sentimos em casa. O Arthur perguntou se iriamos fazer o rastro da serpente, mas já tínhamos feito. Era hora de descansar e curtir um pouco. Aqui o hodômetro marcava 478 quilômetros.
 Porthal Rastro da Serpente
 Muitos MCs já passaram por lá
 Caracoles, Argentina, ano que vem estaremos lá




Papo descontraído e muitos planos...
Eu reservei um hotel no centro de Capão Bonito que foi mais uma ótima surpresa da cidade:O HOTEL PASSARIM é um daqueles lugares que não dá vontade de ir embora. No meio da cidade, você se sente no campo, cercado de verde, pássaros e uma tranquilidade impar. Lá fomos recepcionados pelo Sr. Clive, proprietário do hotel, que nos apresentou as acomodações. Lindos apartamentos mistos em madeira e alvenaria, cercados de muito verde e uma tranquilidade impressionante.
 Olha a felicidade das meninas
 Vista da nossa sacada
 YEAHH

Nosso quarto
Ele também nos convidou para aproveitar uma banheira de ofurô, o que nos pegou desprevenidos, porém, ele prontamente nos ofereceu um "material de suporte" e pudemos aproveitar aquela maravilha. Depois de um dia em cima da moto, curtir um ofurô ao ar livre, com água quentinha, foi sem explicação.
Relax
Depois da banheira, fomos jantar, ali mesmo no hotel. Com pratos sofisticados e com preços justos, jantamos ali mesmo. Imagina, um prato de salmão fresco, em média por R$22,90, é muito bom. Sem contar que estava uma delicia.
Depois os cara de pau, foram para a lareira que não estava acesa, e acendemos, lá ficamos mais um tempão antes de irmos dormir.
O hotel tem ainda opções de massagens, terapias, etc. vale a pena conferir.

HOTEL PASSARIM
www.hotelpassarim.com.br
Telefone: 15-3543-1122

No dia seguinte, café da manhã as 08:30. Depois uma caminhada ao redor do lago e do restante do hotel. É um lugar belíssimo, muito calmo e cheio de belezas naturais.



 Pé de Colorau


















Questionei o Sr. Clive sobre o melhor caminho para retornar, sem ser pelo rastro da serpente. Eu queria retornar até Apiaí e de lá seguir para a BR-116. Porém, ele contactou o Comandante Fábio da PRF, que nos recomendou ir em direção à Itapeva e seguir em direção a Itararé. Fizemos isso, a viagem ficou mais longa, porém, foi um dia muito agradável.
O dia estava ensolarado, a estrada era um tapete e o movimento era quase nulo, saímos as 10:30 de Capão Bonito e começamos a rodar, seguimos rodando até a divisa de SP, onde tiramos a foto que era pra ser tirada lá em Ribeira, mas lá não tem a placa, hahahaha.


Paramos em Jaguariaíva, para almoçar, lá conhecemos um motociclista que disse que foi para a Venezuela de moto este ano, espero que ele leia este relato, dei a ele um adesivo do blog mas esqueci de pegar seu nome...
Rodamos uns 80 Quilômetros e eu tava morrendo de sono, paramos na Parada do Mel, eu não resisti e comi um pedaço de pudim. Agora eram as retas que abriram meu apetite. hahahaha

Tava Bom!!!
Continuamos rodando em boas estradas com altos valores de pedágios, acho que o mais caro custou R$5,90 se não me engano. Um roubo na minha opinião. Mas enfim era o que tinha.
Chegamos em Curitiba as 16:00, paramos para abastecer no Posto Cupim II. Nesta parada, caprichosamente meu hodômetro estava marcando 17.000kms. Mais um café e 16:30 saimos de lá, agora só pararíamos em casa. Foram 179 quilômetros direto. Chegamos em Blumenau as 18:30. Escureceu e meu capacete estava com a viseira muito suja. Literalmente cheio de INSETOS NO CAPACETE... Não estava enxergando muito, hahahaha



Neste momento o hodômetro marcava 1.090 Quilômetros rodados. Sem sustos, sem stress, sem complicação. Apenas boas risadas e muita diversão.
Agradeço muito a Sara minha garupa, aos amigos Gilmar e Débora, grandes parceiros, topam tudo, dão risadas e são companhias excelentes! Tem mais por vir né Gilmar e Débora? Já conto galera, em outro post!
E agradeço a Deus, por mais uma vez me dar uma oportunidade como esta, de conhecer tantos lugares bonitos, posso dizer que sou uma pessoa privilegiada.
E quanto ao Rastro da Serpente, a minha conclusão foi que: Eu, na condição de motociclista, quando saio, não me prende tanto ao luxo, até porque, onde as belezas naturais são exuberantes, geralmente o homem ainda não agiu muito. Então, sai de casa preparado para passar fome e sede. E felizmente não aconteceu isso. Achamos bons lugares para comer e beber, sem contar num povo muito acolhedor. Acredito que até carente em ver e receber pessoas de outros lugares, para eles, é uma grande alegria ver as pessoas indo lá para conhecer a região deles. Ao meu ver, dá pra explorar muito mais o roteiro, existem boas opções de hospedagem na região e para quem gosta de curvas (como eu!!!) é um prato cheio! Eu recomendo!
Espero que gostem do relato! Aguardo seus comentários.


6 comentários:

  1. Ótimo passeio, gostei demais da dica do Hotel Passarim, curti.

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  2. Belo passeio Patrick, provavelmente vou no próximo mês. Abs.

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  3. Nei, obrigado. Cara, vc vai gostar. A estrada é muito legal. Se possível fica no hotel que nos ficamos, e uma ótima opção.

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  4. Show de passeio, Patrick e bela narrativa. Aqui no Espírito Santo, onde moro, também temos belas paisagens e curvas mas não tão boas como as de vocês. Hora dessas vou ai e continuarei na garupa.

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  5. Olá Patrick. Gostei muito do relato seu relato. Vou para Capão Bonito no carnaval e gostaria de saber, valeu a pena o retorno por Ponta Grossa? Vocês ganharam tempo?

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  6. Obrigado Giovani

    Então, ao meu ver vale a pena voltar por lá. A estrada está em ótimas condicoes. Porém, você vai rodar mais e vais pagar pedágios.
    Outra opção é ir até apiai e de lá seguir para a BR-116.

    Abraco

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