quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Preparativos para Expedição La Mano

Boa noite galera! Espero que todos estejam bem. Como muitos sabem, dia 31/01 partimos para a viagem para o Atacama. Estamos ansiosos e nos preparativos finais para a viagem. Este post tem como intuito apenas relatar algumas coisas que envolveram o planejamento desta viagem que é um grande sonho a ser realizado por todos nós que vamos participar.
Começamos a planejar esta viagem em março de 2014. Naquela época, coloquei uma data, que parecia muito distante e agora está muito próxima, apenas 23 dias.
Não sei se sou um viajante muito experiente. Mas usei e abusei dos recursos disponíveis: Amigos, internet, grupos de discussão do facebook, blogs, etc. Foram muitas horas de pesquisas, bate papos e emails tirando dúvidas, buscando pontos turísticos, etc...
Muitas pessoas me ajudaram e muito: O André Carrazone, Beto Motos,Vantuir Boppré, Flávio Chapela, Diego Petry Melz, Gargamel, Luciano Hoffmann, Alexandre Piu, Gentil Araújo, Hector Penno, página do F800GS Brasil, Viagem de Moto América do Sul, entre tantos outros que contactei e que sempre prontamente me ajudaram.
Dividi o planejamento em algumas etapas:


  • Planejamento da viagem: Nesta parte, iniciei com um esboço do que seria a viagem. Com os pontos altos, e com uma estimativa inicial de tempo de viagem. Definimos que vamos para Argentina via oeste de Santa Catarina, passando por Salta, onde ficaremos dois dias, em seguida a região de Purmamarca e Jujuy, com uma noite naquela região, que segundo algumas pessoas, ajuda na aclimatação da altitude. Pretensão de dormirmos em Maimará ou Susques. E também assim, ficar mais próximo da cordilheira, dia mais nervoso no quesito altitude e com várias paisagens belas que vamos querer parar para registrar. Depois serão mais 3 dias em San Pedro de Atacama, entre seus pontos turísticos e atrações. De lá, seguimos uma sugestão do André Carrazone que junto com outro amigo Arthur, descobrimos que podemos descer na mina de Chuquicamata para visitar, na cidade de Calama. De lá, vamos para Iquique, onde tem uma cidade fantasma e de onde partimos pela Panamericana. Vamos a Antofagasta, em "La Mano" (nome da nossa viagem) e também no monumento natural chamado "La Portada". Mais uma dica do André, foi descer uma serra até Paposo, e seguimos para a região de Vallenar. Entramos novamente pela Argentina, passando pelos Caracoles e Parque Nacional do Aconcágua, depois Santa Fé e seu túnel SubPluvial, entrando por Uruguaiana e retornando ao Brasil. O roteiro tem 18 dias planejados, porém, podemos chegar a 20 dias sem problema algum. Ainda temos as cidade de Potrerillos e alguma vinícola em Cordoba ou Mendoza para visitar. Mas este é apenas o resumo do planejamento, mas acho que é uma boa síntese. Para montar estas rotas, tive que dedicar muitas horas ao map source, afinal não sou um grande usuário, porém, contei com muitas dicas e no final deu certo (eu acho!!!)
 Carregando as rotas e Mapas - Dia Díficil

  • Levantamento de documentação: Bom existem alguns documentos que são importantes de levarem e também obrigatórios. A lista é um pouco extensa, alguns não são obrigatórios, mas ou já tinha ou já providenciei:
  1. Seguro Carta Verde - Exigido na Argentina - Minha moto tem seguro, e a própria seguradora oferece sem custo. Também dá pra fazer na fronteira;
  2. Seguro SOAPEX - Exigido no Chile, faz pelo site de uma seguradora chilena: www.magallanes.cl, custo de U$12,00;
  3. Carteira Nacional de Habilitação - Básico
  4. Permissão Internacional para dirigir - Não obrigatório, porém eu já tinha;
  5. RG com até 10 anos de expedição ou passaporte - tenho os dois;
  6. Documento da moto - Atenção, se a moto estiver alienada, precisa solicitar uma autorização para sair do país.Isso o banco fornece, Se a moto estiver no nome de um terceiro também precisa. Se possível, leve até o consulado do país a visitar e peça para validar, ajuda na "imigración";
  7. Cópias autenticadas de todos os documentos - Para prevenção. Meus amigos foram assaltados e levaram carteira com todos os documentos;
  8. Seguro Viagem Internacional: Feito na Porto Seguro, R$140,00 por pessoa.
  • Equipamentos de Segurança: Bom, neste quesito tenho aquelas coisas que são obrigatórias:
  1. Jaquetas e calças de Cordura;
  2. Segundas Pele;
  3. Luvas impermeáveis;
  4. Luvas de Verão;
  5. Luvas termicas;
  6. Botas;
  7. Meia mais grossa (um par) e meias finas para os dias quentes;
  8. Capacete
  • Equipamentos em Geral: São várias coisas, desde câmeras e outras coisas:
  1. Câmera Fotográfica e lente adicional;
  2. GO PRO (essa vai com a Sara);
  3. GPS Garmin;
  4. SPOT (equipamento de monitoramento via satélite, dá pra acompanhar a viagem pela internet por este link: CLIQUE AQUI!!!. Ele também pode ajudar numa emergência, pois tem um botão de pânico que aciona uma central que manda o chamado de emergência para a unidade mais próxima do local do chamado. Conheça mais em www.findmespot.com
  5. Kit reparo de pneu sem câmara: Um kit pequeno composto por "macarrões", pequenos cilindros de nitrogênio e agulha para aplicação do macarrão;
  6. Tire Repair: Pode ajudar num pequeno furo e recalibrar o pneu;
  7. Kit de Medicamentos: Esse ficou bem grande, tem remédio pra dor de cabeça, estômago, gases, ataduras, protetor solar, etc.
  8. Capas de Chuva - Sempre bom, dispensa comentários;
  9. Bloco de Anotação e caneta - Pra anotar algumas coisas que eu julgar necessários para os futuros relatos;
  10. 1 Varal;
  11. 1 elástico de amarrar coisas na moto, 2 redes que vão por cima dos baús.
  12. Carregadores e pilhas todos acomodados numa espécie de necessaire grande;
  13. Silver Tape (enrolada num palito de picolé);
  • Moto: troquei recentemente de moto. Tava quase tudo certo para fazer a viagem com a GS, mas apareceu a oportunidade, a emoção falou mais alto e eu troquei. Como peguei uma moto usada, mandei para uma mega revisão antes da partida. Quer dizer, 1 mês e meio antes. Afim de prever algum tipo de problema que possa aparecer. Nesta revisão foi trocado de tudo um pouco: Velas, óleo de motor, fluido de freio, pastilhas traseiras (estavam meia vida, mas optei por trocar, fluido do cardã, rolamentos lubrificados, filtros de ar e óleo, raios reapertados, etc. 
  • NOTA IMPORTANTE: Tudo isso não impede que alguma coisa aconteça. Porém, tenho um lema que eu prefiro pecar pelo excesso. E além do mais, acredito não ter feito nada de mais. Não quero colocar a perder a nossa viagem por causa de algum defeito que eu poderia ter previsto antes da partida.


  • Roupas: Muito importante, o espaço é pouco, são muitos dias:
  1. 5 cuecas;
  2. 5 pares de meias;
  3. 2 conjuntos de segunda pele;
  4. 1 calça que vira bermuda;
  5. 1 calça jeans;
  6. 1 par de chinelos;
  7. 1 par de tênis da Havaianas (isso mesmo, bastante confortável e ocupa pouco espaço);
  8. 5 camisetas dry Fit;
  9. 1 boné;
  10. 1 touca (acho que vou deixar pra comprar lá, hehehe);
  11. 1 Toalha tipo Dry Fit, bem fininha, fabricada pela Altenburg.
Depois de tudo separado, hora de fazer o teste de bagagem. Isso foi bastante importante, pois já vi que a bolsa interna da GIVI que comprei, ocupa muito espaço. O kit de ferramentas da moto estava no baú, voltei para o local dele na moto que é na lateral direita da moto na parte dianteira. E também tirei umas coisas que acredito que são peso extra apenas (EU ESPERO!!!).







Bom pessoal, acho que é isso, pretendo fazer um post mais aprofundado sobre a rota antes da partida. Não sou o motociclista mais experiente que tem. Esta é primeira vez que vamos ao Chile e Argentina. Espero que seja uma viagem muito agradável, cheia de desafios e conquistas. Sei que mesmo com tudo isso, imprevistos acontecem, mas espero estar munido de tudo que possa evitar qualquer transtorno. Que Deus nos Abençoe!

#faltam23dias
#viajeconosco
#expedicaolamano

Um comentário:

  1. Patrick, muito legal seu relato, que muito ajuda quem pretende também fazer viagem de moto, seja para onde for. Fantástico o roteiro (estou por fazê-lo em breve). Desejo-lhe uma excelente aventura, muita diversão e alegria. E vai relatando pra gente.

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