terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Dia 15 - Mendoza x Córdoba - 606 kms

Neste dia, como de costume, fizemos nosso "desayuno" logo no início da manhã e em seguida saímos para a estrada. Pegamos a famosa Ruta 40, muito falada por quem vai para o Ushuaia. Porém, no trecho que esta rodovia corta a cidade de Mendoza, ela nada tem haver com o que os aventureiros falam sobre a ida para o Ushuaia. É uma rodovia totalmente duplicada, com acostamento, bom asfalto e guard-rails. Seguimos nela por alguns quilômetros, e, logo em seguida, saimos para um caminho mais curto, passando pela cidade de Lavalle, segundo sugestão do Flavildo. Passamos Lavalle e continuamos por grandes retas. Em Lavalle fomos abastecer, ou pelo menos tentar. Na Argentina, diferente do Brasil, quando os caminhões tanque chegam para encher os tanques dos postos, as bombas são paralisadas até que o descarregamento seja finalizado.
Tentamos nos informar se havia outro posto mais adiante, porém, a resposta foi negativa. O jeito era esperar. Depois de meia hora, as bombas estavam liberadas. Tanques cheios e rumamos novamente para  estrada, neste momento estávamos na ruta 142.
Na divisa entre as províncias de San Juan e Mendoza, pegamos a Ruta 20. As paisagens eram muito bonitas, uma região montanhosa bastante rica em verde e belezas exuberantes. Passamos por Villa Dollores, Mina Clavero e nesta região, parecia que estávamos na região serrana gaúcha. Cheia de lindos vales, estâncias, restaurantes e bons bares. As ruas estavam lotadas de pessoas e carros para todos os lados. Os argentinos sabem aproveitar as suas férias como ninguém. 
Depois pegamos um sobe e desce grande, por lindas serras e paisagens de tirar o fôlego. Muito verde misturado a pedras e areia. Muito interessante aquelas paisagens.
Fomos até Villa Carlos Paz, uma cidade bastante procurada por turistas, estava bem lotada, tentamos em vários hotéis e não encontramos nada.
Decidimos então ir para Córdoba, lá, fomos em vários hotéis e nada de conseguirmos hospedagem. Até que entrei num hotel 4 estrelas, perguntei, insisti um pouco e consegui um quarto para nós. Naquela altura tava topando qualquer preço para uma cama, e assim foi. 1.500 pesos argentinos, equivalente a uns R$350,00. Não tinha o dinheiro, então pedi a recepcionista que passasse meu cartão de crédito. Se funcionasse, a gente ficava. Bingo! Passou! Pegamos as nossas coisas e fomos para o hotel. Aproveitamos a piscina para dar uma relaxada e depois saimos para jantar. O hotel ficava na praça da cidade e não foi difícil encontrar um bar chamado SOROCABANA, sentamos lá e tomamos 2 Quillmes e 1 litro. Pedimos uma porção completa para dois, mas acho que o garçon entendeu que era para 5. Veio um monte de coisas, azeitonas, queijos, etc... uma delícia.
A partir do dia 15, Alencar, Débora e Gilmar optaram por seguirem adiante, Sara e eu continuamos a viagem sozinhos.

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