segunda-feira, 16 de março de 2015

Dia 07 - San Pedro de Atacama - 0 Km

Madrugamos neste dia, o passeio para os Geisers Del Tatio começa muito cedo. Devido à distância de San Pedro até lá e também ao horário que é mais comum ver o espetáculo das águas quentes brotando da terra.
A van nos pegou no hotel as 05:00. Estava escuro ainda e em San Pedro estava bastante frio. Eu vesti segunda pele, calça, luvas, toca, etc. Não tava afim de passar frio. De lá do nosso hotel ainda passamos por vários outros hotéis até a van estar lotada. O guia nos falou que poderíamos descansar que o trajeto era longo até os Geisers. Acho que, na verdade, ele deu essa dica pra gente não ficar preocupado com aquele sobe e desce e curvas sinuosas que haviam pelo caminho. Eu e acredito que todo mundo que estava na van, dormimos. Chegamos no parque dos Geisers ainda não tinha amanhecido. Os primeiros raios de sol apareciam. Paramos na entrada do parque para quem quisesse usar o banheiro e também ouvimos uma pequena explicação sobre cuidados e sobre o parque. Lá no parque a temperatura era de aproximadamente 4º. Haviam alguns motorhomes lá, de vários lugares, mas principalmente europeus e alguns alugados no Chile. E claro, muitas vans, vindas de San Pedro.
O sol começava a aparecer e dava pra se ter uma boa ideia do lugar que estávamos. Estávamos ao cercados por altas montanhas que, para nossa sorte, estavam cobertas por neve. Tínhamos que caminhar alguns metros até chegarmos aos geisers. A altitude deixava o ar pesado e o nosso guia dizia: Sua mente controla seu corpo! Ah vá! Nem sempre é assim. Mas não custa tentar. 
Os guias vão mostrando os geisers e falando. Segundo eles, até onde eu entendi, a água sai da terra devido ao choque das placas tectônicas nas profundezas da terra (bonito isso hein), mas sei lá, o cara falava em espanhol, eu até entendo, mas não consegui entender tudo que disse. Mas lembro que ele falou que a temperatura da água varia de 80 a 300º. 




Existem também alguns tipos diferentes de geiser. O geiser, a geiserita, etc. Mas, se quiser mais detalhes, sugiro procurar no wikipedia, porque eu não consegui entender tudo. Até porque o guia não gostava muito de brasileiros e foi um pouco mal educado comigo. Mas, dessa viagem quero apenas guardar as coisas boas. Deixa os pequenos problemas para lá, foram insignificantes.
Lá aconteceu algo curioso. Minha mãe tem uma loja em Blumenau que vende souvernirs, camisetas, canecas e todo tipo de coisa relacionada a Oktoberfest. Vi de longe um rapaz com um moleton da confecção dela. Logo fui conversar com ele, pensei se tratar de um brasileiro. E na verdade era um chileno que estivera em Blumenau recentemente. Fiquei muito surpreso, tirei uma foto para mostrar para minha mãe que seus produtos estavam dominando a América Latina (nada pretencioso!!).

Depois de uma aula sobre geisers, era hora do café da manhã, estávamos famintos. E até aquele dia, aquele foi o melhor café da manhã da nossa viagem.Tinha pão, manteiga, queijo, presunto, café, chá e um creme feito de abacate preparado na hora. Aquele povo come tudo com abacate (Palta), até cachorro quente.








Depois daquele belo café, fomos pra perto das vans e onde havia a lagoa onde pode-se tomar banho nas águas termais. Muita gente dentro daquela lagoa e a temperatura fora dela, não era maior que 10º, apesar do belo sol que brilhava. 



O que me chamou a atenção, foi que todos falam dos geisers, porém, ninguém fala da Laguna Putana, que fica no caminho e que paramos para apreciar. Um lugar muito bonito, cheio de llamas e alguns flamingos. Essa região que fica os geisers e a laguna, fica praticamente na fronteira com a Bolívia, as montanhas nevadas já pertenciam à Bolívia. Como havia amanhecido, entendi a dica de dormir durante a ida, a estrada é muito sinuosa e não tem asfalto. Dá medo só de olhar.




Avistamos outro animal local na estrada, porém, os leitores me desculpem, pois não me lembro o nome. Mas parecia uma lebre. Depois disso, ainda paramos numa pequena vila de moradores chamada de MACHUCA. Lá há banheiros e algumas coisas para comer. Aproveitamos para tomar um chá para aliviar um pouco o mal da montanha. 



Chegamos novamente à San Pedro por volta das 12:30. Combinamos de ir apreciar o por do sol no Vale da lua. Saímos do hotel as 16:00 com destino ao vale, chegamos até a entrar no parque, porém, um mal tempo se formou e não conseguimos ir adiante. Isso frustrou meus planos. Ah, eu também me sentia bastante mal, tossia muito e sentia dores pelo corpo. Estava com uma tosse seca já a uns 3 dias pelo menos.
Voltamos para o hotel, e lá, tive que fazer um pedido à Sara. Eu havia planejado em fazer isso no Vale da lua, porém, o mal tempo não permitiu. O jeito era fazer ali mesmo. Pedi ela em casamento. Ela não acreditava, chorou, me abraçou, foi muito bonito. Graças a Deus ela aceitou.
Mas ainda tinha mais. Avisei a ela que o nosso casamento seria no dia seguinte. Ela ficou branca. Não entendia nada. Como? Eu explico: A mais de 6 meses eu havia contactado a diocese chilena, um senhor chamado Alvaro fez a ponte com padre Gilberto, de San Pedro. No dia da nossa chegada, despistei a Sara e fui falar com ele. Que prontamente se dispôs a fazer a nossa benção, bastava escolher o dia.
O Gilmar e a Débora me ajudaram levando as alianças, que descobri o tamanho do dedo da Sara, usando uma colega de trabalho dela para descobrir o tamanho do dedo.
O seu vestido, o Alencar levou no seu baú, este, ela mesmo provou aqui no Brasil, comprei escondido dela, não deixei ela comprar pois no dia coloquei um defeito nele, mas era uma mera desculpa para ela não levar.


Estava tudo armado. Essa viagem estava cada vez mais surpreendente. Fizemos chover no deserto, havia um casamento no dia seguinte e nem estávamos na metade da viagem.
A Sara e a Débora foram atrás de flores e de um sapato para ela (isso eu não consegui levar), felizmente a Nancy, do hotel, conseguiu uma mulher que nos vendeu um grande buque pelo equivalente a R$8,00. E a Sara comprou uma sandália bem estilo "hippie". 
Neste dia a Sara comprou pra mim um xarope caseiro, este me fez me sentir melhor e expelir aquela bronquite toda que eu ainda não sabia que tinha.
Choveu pra caramba naquele final de tarde e na noite toda. Isso começava a nos fazer mudar os planos para os dias seguintes.

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