sábado, 28 de março de 2015

Dia 11 - Iquique x Antofagasta - 436 Kms

Mais um dia na estrada, e este bastante especial. Iamos andar na Ruta 1 ou Ruta Panamericana, uma rodovia que vai pela beira da costa do Pacífico por mais de 400 quilômetros.
Saímos do hotel e fomos abastecer as motos. Já no posto a Sara deixou cair seu celular, só que ela não viu, felizmente naquela hora eu estava olhando para ela e percebi que o telefone havia caido. Infelizmente a tela do telefone não funcionou mais. Mas pelo menos não perdeu o aparelho.
Partimos em direção à Antofagasta, um caminho bastante tranquilo, com longas retas e de um lado o deserto, com grandes montanhas, e do lado direto, o mar, com toda a sua beleza de águas de tons de verde, muitas encostas de pedras onde o mar quebrava enormes ondas.
Pelo caminho, muitos carros e caminhões de mineradoras. A base da economia chilena. São grandes caminhões com capacidade de carga muito grande.
A Ruta Panamericana estava nos meus planos a muito tempo, desde que li alguma coisa sobre ela num blog de um motociclista que foi para la de Fazer 250cc. É um belo visual passar por aquele caminho à beira do oceano Pacífico.


No Chile não dá pra se descuidar com a polícia, eles estão por todos os cantos e são rigorosos com excessos de velocidade. Um parâmetro que levei em conta, foi os motoristas locais. Dificilmente vemos algum motorista chileno andando além dos limites estabelecidos, então, o jeito era andar no mesmo ritmo. Se eles que são de lá respeitam, nós vamos respeitar também. Diferente da Argentina, onde os locais aceleram mesmo, andam forte e não está preocupados com a policia.
Então o jeito era curtir a paisagem e seguir olhando para deserto à esquerda e mar à direita. Em alguns pontos, passávamos à uma certa altura do mar, onde dava para avistar as encostas e rochedos onde as ondas estouravam.


Também passamos por diversas praias, com grandes campings. Como já falei anteriormente, era época de férias, e assim como os argentinos, os chilenos gostam muito de viajar. Eram campings enormes, que pareciam pequenas cidades de barracas, algumas maiores que as outras, com lonas formando espécies de "povoados" de barracas. Bastante curioso pelo menos para mim.
Passamos por Tocopilla, onde fomos abastecer num Posto Shell e comer alguma coisa. Pagamos até os copos descartáveis que usamos para consumir os refrigerantes comprados lá mesmo. Sem contar no banheiro e no péssimo atendimento.
Mais adiante, a estrada se tornava uma grande auto pista, indicando que estávamos perto de Antofagasta, passamos pelo aeroporto local e logo em seguida, meu GPS e as placas indicando o monumento natural chamado "La Portada".
Fica às margens da rodovia, num lugar muito bonito, com um grande mirante, com bar, banheiros, etc. Não é cobrado para entrar lá. Avistei uma escadaria que dava acesso à praia, porém, está interditado.
O monumento é muito bonito, uma bela obra da natureza, não tem intervenção do homem naquele local.






De lá partimos para a cidade, onde fomos para o Hotel Spark, um belo hotel à 2 quadras do mar. Estávamos merecendo aquele nível de conforto. Era um hotel digno de 5 estrelas, com camas amplas, lençóis brancos e tudo mais. Foram 73 dólares muito bem pagos.
Lá em Antofagasta, do lado do hotel havia uma troca de óleo, mas nada parecida com as nossas no Brasil. Consistia numa casa, com os produtos expostos e quando o cliente chegava, era prontamente atendido na calçada mesmo. Sem elevador, apenas as ferramentas e uma bacia para coletar o óleo velho.


Fomos assistir o por do sol novamente no Pacífico, e eu aproveitei para molhar meus pés nas águas do oceano.




Jantamos de frente para o mar num restaurante de culinária peruana. Com direito a Pisco Sour e tudo mais.



Foi uma bela noite, ótima para dar uma revigorada e continuar na nossa viagem.

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