terça-feira, 7 de abril de 2015

Dia 13 - Vallenar x Los Andes - 622 Kms

Este era o último dia inteiro no Chile, a volta para casa estava cada vez mais próxima, mas ainda tínhamos a Argentina e algumas belezas para apreciar. Tomamos café logo cedo no hotel Esmeralda. Neste hotel, tinha até ovos mexidos no café da manhã. Um luxo nos moldes dos hotéis que ficamos. O hotel estava lotado de trabalhadores que estão duplicando a Ruta 5 para aquelas bandas. Resultado: Nossas motos ficaram trancadas, e enquanto o senhor José não retirou uns 5 carros da frente, ficamos esperando. Saindo do hotel por volta das 08:00. Fazia frio naquela manhã, estava em torno de uns 15°. A cidade fica num vale, assim como a cidade que moro, Blumenau. Havia uma grande névoa sob a cidade, baixando ainda mais a temperatura.
A saída da cidade já está preparada para as obras dos seus arredores, com grandes viadutos, onde se sobe por um lado e sai do outro, uma coisa bem complexa, mas nada absurdo, o problema é que os mapas de GPS não estão atualizados, portanto, é sempre bom estudar o mapa antes de começar a rodar e ficar atento às placas. Ainda assim, erramos um viaduto, fizemos um retorno adiante e fomos adiante.
A estrada está um misto de pista dupla e pista simples. Obras e sem obras, e neste trecho o movimento é bastante intenso. A mineração é muito forte, portanto, grandes caminhões para todo lado e muitas pick-ups vermelhas sinalizadas com faixas refletivas. Estes veículos são usados pelas empresas mineradoras. Ah, e também os diversos caminhões de carga. O Chile é um país que produz pouco do que consome, ou quase nada, portanto, quase tudo bem dos países vizinhos. Acredito que, como estávamos próximos da divisa com a Argentina, muitos destes caminhões vinham de lá ou do Brasil, carregando todo tipo de produtos.

Mas enfim, eram muitos para e anda para todo lado, desvios gigantes continuavam a aparecer toda hora, isso atrasou bastante a viagem. Mas neste dia, não tínhamos nenhum ponto turístico para visitar, era apenas deslocamento. Porém, um deslocamento em grande estilo, algumas vezes beirando o mar, outras cercados por deserto de todos os lados.
Paramos na praia da Ferradura, em La Serena, pois o Gilmar queria colocar os pés no Pacífico, ficamos lá por alguns minutos e em seguida, voltamos para a estrada.
Durante praticamente o dia todo, a temperatura oscilava na casa dos 20º. Até que chegamos na "Cuesta Del Melón", uma grande montanha que havia um túnel para se cruzar, porém, também havia uma serra para cruzar ela. Fiquei bastante na dúvida, então, resolvi seguir o GPS, que me mandou pelo túnel. Antes do túnel, veio o pedágio, $1.900 chilenos, praticamente R$8,00. Fazer o que, já estávamos ali mesmo. Pela serra não havia pedágio, e acredito que tinha uma bela vista, mas naquele momento não havia mais o que fazer. Cruzamos o túnel, e como se estivessemos numa máquina do tempo que nos transporta grandes distâncias em poucos segundos, a temperatura passou de 22° para 37º, uma coisa impressionante. Na parada seguinte, era hora de tirar as segundas pelas, porque o cheiro de queimado era grande.
Logo, chegava ao fim a nossa saga na Ruta 5, era hora de virar a esquerda, em direção à divisa com a Argentina, estávamos muito próximos de Santiago, capital chilena, mas era hora de ir em direção à Argentina. Entramos na pequena Ruta 62, ali já mudava tudo, muito verde para todo lado, Essa região é cheia de pequenos povoados, e muitas fazendas produtoras de uvas para fabricação de vinhos. Penso que aquela região requer uma nova visita, tem muita coisa legal pra visitar por lá. Passamos por San Felipe, estava bastante quente, a temperatura já estava na casa dos 40°. No horizonte, dava pra ver grandes montanhas, era a cordilheira se apresentando novamente.


Chegamos na cidade de Los Andes, muito próxima à divisa com a Argentina, o hotel Rincahue estava reservado, tinha visto no site que havia piscina, estava muito animado para relaxar, porém, chegando lá, a piscina estava desativada. Até reclamei, dizendo que se tratava de propaganda enganosa. Mesmo assim, o hotel era confortável, nos fundos tinha um grande pé de laranja, onde aproveitamos para comer uma fruta colhida do pé.
Eu e a Sara fomos dar uma volta na cidade, ainda era cedo e o comércio estava todo aberto. Fiz cambio de pesos argentinos, mas não troquei muito porque o valor não estava tão favorável.
A noite jantamos um delicioso frango com salada e arroz no hotel. E também, sentimos a temperatura cair muito durante a noite. Era a nossa última noite no Chile. Um país muito bacana que visitamos, com um povo amável, porém, alguns nem tão amáveis, um contraste que estranhei bastante, porém, isso faz parte.

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