quarta-feira, 8 de abril de 2015

Dia 15 - Mendoza x Córdoba - 606 kms

Mais um dia de deslocamento, agora o nosso destino era a cidade de Córdoba. Tomamos aquele pseudo café da manhã argentino naquele hotel de -5 estrelas e fomos pegar as motos na casa do dono do hotel. Nos despedimos do Robert e da Nina que seguiram para outro lado e nós rumamos para a famosa Ruta 40, porém, bem diferente dos relatos que li sobre os trechos para as bandas de quem vai pro Ushuaia. Uma grande estrada duplicada, com largo acostamento e guard rails dividindo os dois sentidos. Nada de encontrar postos pelo caminho, até que pegamos o caminho pela cidade de Lavalle, onde encontramos um posto, porém só vendia Gás Natural. 
Rumamos sentido Lavalle, como sugestão do Flavildo, isso encurtou um pouco a distancia do dia. Seguimos pela Ruta 142 até chegarmos em Lavalle, grandes retas e num dos trevos eu fiquei confuso, parei e consultei o bom e velho mapa. viramos a esquerda e bora seguir por aquelas retas intermináveis. Chegamos em Lavalle e fomos para o Posto, porém, o frentista nem nos deixou colocar as motos na pista, segundo ele, aquele era o último carro que ele abastecia, depois tínhamos que esperar descarregar o caminhão com gasolina que estava ali. Na Argentina, os tanques ficam embaixo das bombas, portanto, quando estão descarregando não é possível abastecer carros e motos. Perguntamos se havia outro posto, porém, estava a uma distância que as motos não chegariam. O jeito era esperar. Aproveitamos para tomar um café e comer alfajores. O Gilmar e o Alencar, começaram a ficar com pressa de voltar para casa, então, consultando o mapa, viram que poderíamos ir mais adiante do que Córdoba. Neste momento eu concordei com a mudança nos planos, não haveria problema. Depois das motos abastecidas, voltamos para a estrada. Na divisa das provincias de San Juan e Mendoza, pegamos a Ruta 20. Nisso começamos a subir montanhas e ter muito verde nas paisagens. Neste trajeto, passamos por Villa Dolores e Mina Clavero, aparentemente locais bastante turísticos, com muitos carros e gente para todo canto, uma grande variedade de restaurantes, bares, lojas de souvernirs, etc ao longo da estrada. Estava tudo bastante lotado, parece que era uma semana de feriado de carnaval e argentino não perde tempo para viajar. Depois destas cidades, pegamos uma região serrana que mais tarde descobri se chamar "Altas Cunbres", são grandes montanhas, com várias curvas e muita gente andando por lá. Inclusive muitas motos. Começou a ficar frio e o cansaço batia. Paramos num bar no meio das montanhas, já faltavam poucos quilômetros para chegarmos em Córdoba, e também por sugestão do Flavildo, havia uma pequena cidade antes chamada Villa Carlos Paz. Era a sugestão de pouso, e eu não estava mais afim de rodar, já era umas 5 da tarde e eu e a Sara estávamos cansados. Eu, particularmente, prefiro sempre seguir o planejado, acredito que as fatalidades estão fortemente ligadas a stress, cansaço e esgotamento, e na minha opinião, aquela era a hora de ficar no local planejado, para no dia seguinte seguir viagem. Estava tudo correndo dentro do planejado até então, faltavam uns 4 dias para chegarmos, não tinha porque se arriscar. Porém, o Gilmar e o Alencar, acharam melhor seguir mais adiante, para o dia render mais. Ok, cada um faz o que quer, porém, eu não estava mais afim de continuar, então, dei tchau e seguimos para Carlos Paz. Não era esse o planejado de nos separarmos, e nem foi este o discurso dos dois desde o início, sempre deixaram bem claro que seguiriam o planejado, que não iam se preocupar com o planejamento e que era para eu fazer o que era melhor. Porém, não foi o que aconteceu. Bola pra frente.
Fomos até Carlos Paz, e estava tudo lotado, vimos uns 6 hotéis e nenhum tinha nem uma casinha de cachorro para nos hospedar. Então optamos por ir para Córdoba. E lá fomos. Córdoba é uma grande cidade, com centro histórico, muitos prédios bonitos por todo o lado, com suas fachadas preservadas e grandes ruas. Lá começamos a nossa peregrinação por hotel. Também entramos em pelo menos meia dúzia e nenhum tinha vaga. Até que entrei num hotel 4 estrelas, perguntei o preço e pedi para tentar passar o cartão, visto que tinham um quarto disponível. O cartão passou, e foi ali mesmo, pagamos a fábula de $1.500 pesos argentinos, mas tudo bem. Aproveitamos para um belo banho de piscina, bastante relaxante.
A noite fomos até um bar na esquina do hotel, chamado Sorocabana, pedimos uma porção completa para dois de petiscos, mas se enganaram e mandaram uma porção para 5 pessoas. Fizemos uma bela refeição e tomamos 2 Quilmes de 1 litro cada e fomos dormir, amanhã o dia seria longo.
Neste dia não teve fotos, apenas deslocamentos. O dia acabou com algumas lições. Boas e ruins, mas enfim, acredito que com todas elas, aprendi algo, aprendi coisas que preciso mudar e aprendi que certas coisas é melhor relevar e seguir em frente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário