quarta-feira, 8 de abril de 2015

Dia 16 - Córdoba x São Borja - 994 Kms

Naquela noite choveu muito, acordei várias vezes e ouvia a chuva batendo na janela do hotel, acordamos e fui preparar a moto, pela primeira vez em toda a viagem, era necessário completar o óleo dela. Quase 7.000 quilômetros sem colocar uma gota de óleo a mais. Essa moto é um trator. Depois disso, fomos para aquele belo café da manhã do hotel, que maravilha, comida de verdade. Pães, bolos, frutas, sucos e tudo que se tinha direito. Também, pelo preço que pagamos, tinha que ser assim mesmo. O café estava muito bom, mas as 07:30 já estávamos prontos para sair novamente, com uma chuva fraca, mas que logo após entrarmos na Ruta 19, a chuva apertou. Estava bastante forte e o asfalto tinha muitas poças de água ao longo da via. Mesmo assim, os pneus Michelin Anakee 3, deram conta do recado com maestria, drenava bem a água e não dava aquela sensação de aquaplanagem bastante comum, ainda mais que estávamos rodando entre 110 e 120 km/h. Seguimos andando num ritmo bastante forte, primeira parada depois de 200kms, uma perna bastante grande do que estávamos acostumados. Neste tempo a chuva parou e assim paramos à beira da estrada para tirar as roupas de chuva, começava a esquentar. Aproveitamos para comprar uns alfajores caseiros, deliciosos. Em San Francisco fizemos nosso primeiro abastecimento, a muito custo, o posto estava lotado de carros. Tive que esperar um pouco, graças a Deus tinha combustível.
Seguimos pela Ruta 19, até a cidade de Santa Fé, lá eu estava curioso para cruzar o famoso túnel Subpluvial santa Fé Paraná. É um grande túnel por baixo do Rio Paraná, o amigo André Carrazone me indicou esse lugar e lá fomos nós. No primeiro momento, achei que tínhamos errado em algum lugar, pois entramos na cidade e passamos uma ponte, andamos vários quilômetros dentro da cidade e depois numa grande estrada de pista dupla, achei que tinha passado direto pelo túnel. Mas até começamos a avistar placas indicando o túnel. Antes de entrar nele, pagamento de 13 pesos para passar, viva os pedágios. Depois cruzamos aquele imenso túnel embaixo daquela imensidão de água, infelizmente, na entrada dele não dava pra avistar o rio, mas é uma sensação muito louca saber que se está debaixo daquele grande rio.
Na saída de Paraná, paramos para abastecer e logo pegamos a estrada de novo, este dia as puxadas eram longas e assim foi, fomos em Direção à cidade de Federal, e o calor apertava forte. Além de fortes rajadas de vento, mas à esta altura, já estávamos familiarizados com aquele vento todo. 
Fizemos mais uma rápida parada e seguimos mais alguns quilometros até Paso de Los Libres, antes, paramos para abastecer, queria aproveitar para gastar um pouco dos pesos argentinos que ainda tinha.
Na aduana, para nossa surpresa, nossos amigos estavam lá, achei que já estavam no Brasil, porém, nos encontramos na aduana. A Sara foi fazer sua imigração e eu esperei na moto, não queria tirar mala de tanque, carregar capacete, etc. Depois eu fui, super rápido e já estava liberado para passar a ponte e entrar no Brasil. Nossa, como foi bom ver a nossa bandeira verde amarela, conversar com as pessoas em português, já me sentia em casa. Conversei com a Sara para avaliarmos nossas condições físicas e optamos por rodar mais um pouco, até São Borja, e lá fomos nós para mais 180 kms. A BR-285 está bastante judiada pelos caminhões que vão e vem para Argentina e também caminhões de grãos das safras da região. São muitas ondulações e este trecho se torna bastante cansativo. Mas para compensar, fomos presenteados com um belo por do sol.
Chegamos em São Borja, ainda com a luz do dia, fomos abastecer a moto e procurar hotel, desta vez, facilmente encontrado. Não queríamos sair para comer e o recepcionista do hotel nos sugeriu um lanche que entregavam no hotel, pedimos dois Mega X Salada gaúcho, comemos e cama.
Aquele dia foi animal, superação total. chuva, vento lateral, calor e uma quilometragem nuca feita por nós antes. Não dava para acreditar que no final da viagem ainda teríamos coisas a superar e a viver.








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