segunda-feira, 25 de maio de 2015

Feriadão - Gramado / Canela / Três Coroas - 1.225 Kms

Meio atrasado ainda, mas nunca é tarde não é mesmo? No feriadão do dia do trabalho, aproveitamos para andar de moto, claro. A ideia inicial era se hospedar em Três Coroas, pois gostaríamos de conhecer o templo Budista que há na cidade. Para esta viagem, convidamos os amigos Luiz e Carla, que nos acompanharam com sua Bandit 1200 na viagem. Ele que sugeriu que ficássemos em Gramado, distante apenas 25 kms de Três Coroas. Aceita a sugestão, fomos atrás de hospedagem. Onde encontramos um aconchegante apartamento para locação, à um preço "pagável", digamos. R$750,00 para 3 dias. O apartamento dispunha de 2 quartos, aquecimento central de água, calefação e até mesmo internet wi fi. Uma maravilha.
Saímos de Blumenau as 06:00, o tempo estava muito bom, decidimos que iríamos pela BR-101, depois pegaríamos a rota do Sol em direção à Gramado. E assim foi. A BR-101 estava com movimento bastante tranquilo àquela hora da manhã e pelo caminho encontramos muitas motos no mesmo sentido que nós. Pois havia o Festival de Balonismo em Torres (Leia Aqui) que no ano passado nós fomos e também tinha encontro de motos em Tramandaí.
Paramos para um café no Engenho, em Paulo Lopes, parada obrigatória. Ficou muito legal o local após a construção da nova sede, inclusive com um espaço PET, onde o dono pode entrar com seu animalzinho de estimação.
De lá, seguimos pela 101, onde pegamos uma pequena fila nas obras da ponte de Laguna, que está ficando um show!
Paramos novamente em Maracajá, lá encontramos o Luiz Lima, motociclista amigo nosso da cidade de Porto Belo, ele seguia com a esposa para o Festival de Balonismo. Lá também, conversamos com outro amigo, o Donizete que também seguia para Gramado.

Almoçamos mais a frente, já no estado do RS, mas antes, paramos para registrar as divisas dos estados. Depois do almoço, saímos da BR-101 e rumamos pela RS-484 ou Rota do Sol. Eu nunca havia passado naquele pedaço da rota, e simplesmente fiquei maravilhado. São curvas e mais curvas, em algumas delas, a impressão que se tem, é que a estrada está rumando para o céu. No caminho também existem alguns túneis e logo se está passando na entrada para Cambará do Sul, que saudades desse lugar - LEIA AQUI.



Seguimos até São Francisco de Paula e em seguida para Canela. Lá, meu GPS calculou uma rota maluca por fora da cidade. O Luiz ficou dizendo que eu fiz de propósito para que isso o motivasse a trocar de moto, sinceramente, não foi não, mas se a ideia é pegar uma Big trail e curtirmos por aí, bora lá Luiz.



A região estava lotada, afinal era feriado prolongado e o clima estava propício para curtir a serra e seus encantos. Já de cara fomos direto para o endereço da nossa casa temporária, era um prédio bem no centro de Gramado, onde saíamos a pé sem problema algum, assim dava para degustar vinhos e outras bebidas sem qualquer preocupação. Além do mais, o trânsito lá é super educado, os carros param só de ver os pedestres se aproximarem da faixa de segurança.
Devidamente hospedados e já com fome, fomos procurar uma sequencia de fondues para nos deliciarmos. Afinal, além de estarmos em viagem, era aniversário do Luiz, tínhamos que comemorar. E assim foi, comemos e bebemos bastante naquela bela noite em Gramado. A temperatura era agradável e as ruas estavam cheias.

Na manhã seguinte, seguimos para o ápice da nossa viagem. Conhecer o famoso Templo Budista tibetano da cidade de Três Coroas, distante 25 kms de Gramado. Pegamos a RS-115 e seguimos para lá. Chegando em Três Coroas são mais 7 kms subindo uma praticamente toda calçada até o templo que fica no alto da montanha.
Na chegada ao templo, algo inusitado aconteceu, um rapaz me abordou perguntando meu nome. Quando eu falei, ele se apresentou: Eu sou o Felipe, comprei a sua antiga moto, a GS 800. Felipe é de Nova Veneza - SC, somos amigos de facebook, porém, nunca havíamos conversado pessoalmente. Felipe estava lá para um retiro de introdução ao budismo, e prontamente se disponibilizou para ser nosso guia pelo templo. Isso teve um grande significado, pois uma visita que tinha tudo para ser apenas contemplativa, se tornou numa grande imersão ao budismo, com o Felipe nos mostrando e nos explicando os significados e filosofias budistas. Foi incrível, uma visita muito legal, mudou completamente o mote da visita e me fez sair de lá um pouco mais por dentro da filosofia budista. Ele inclusive matou uma curiosidade minha que era saber o por quê daquele templo lá em Três Coroas. E segundo o Felipe, o Lama que o fundou, achou aquela região muito parecida com o Tibet. Por isso da construção do templo lá. Os budistas têm como filosofia o acumulo de méritos, por orações, mantras, etc. E acreditam também que os mantras devem ser lançados ao vento para emanar a todos suas vibrações. Existem várias rodas de orações e bandeiras que estão lá com o propósito de irradiar os ensinamentos e desejos aos 4 ventos. Outro detalhe bastante curioso é sempre se circular os templos e estátuas em sentido horário, assim como as rodas de orações, onde você pode girar elas e acumular méritos para você.















Agradecemos imensamente o Felipe, mais um novo amigo, e um grande guia, deu um sentido todo especial ao nosso tour.
Descendo a ladeira, fomos almoçar no restaurante de culinária tibetana da cidade, vale muito a visita, apreciar a cultura, culinária e costumes do Tibet, é muito interessante. Experimentamos um delicioso carneiro ao molho de ervas com  umas "trouxinhas" recheadas com legumes, que eu esqueci o nome, mas eram deliciosos.



Nossos amigos Rodrigo e Leila, nos encontraram lá e acompanharam o resto do dia pela serra. Fomos num parque de Lavanda, tiramos fotos no pórtico de entrada em Gramado e fomos para o Alpen Park em Canela, eu e a Sara descemos pelo trenó, muito legal.
Depois ficamos andando pelas lojas que tem lá, inclusive uma loja de artigos gauchescos onde tudo tem preço da moeda local: O PILA. Neste dia, a cotação estava boa, 1 real, valia 1 pila.

Já estava escuro, ainda passamos na feira de artesanato de Canela, onde a Sara comprou uma panela de barro. Isso mesmo caros leitores, uma panela de barro que levamos na moto. Felizmente chegou inteira. Ainda tentamos comprar chocolates, mas as lojas estavam todas fechadas. Nossos amigos se despediram e rumaram para Parobé. Muito obrigado pela companhia de vocês Rodrigo e Leila, esperamos vocês em Blumenau.



Naquela noite comemos uma deliciosa massa e voltamos para a nossa casa para arrumar as coisas e partir no dia seguinte.
Voltamos pela BR-116, pela serra, muitas curvas, chuva e um pouco de frio. Não almoçamos, apenas lanches rápidos pelo caminho. De Pouso Redondo até Blumenau, muito trânsito pesado, mesmo de moto, ficava difícil se desvencilhar dos carros.
Felizmente chegamos em casa, depois de 1.225 com sucesso, boas risadas e ótimos amigos...


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