quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Dia 20 - Concórdia x Passo Fundo - 820 Kms

O frio acabara e agora o calor se fazia presente, amanheceu um dia bastante ensolarado e claro, muito quente. O café da manhã do hotel era muito bom e não tinha apenas "Medialuna". Tinha variedade de pães, cereais, frutas, sucos e iogurtes um verdadeiro banquete para os padrões argentinos.
Já cedo estávamos prontos para sair, as motos prontas e lá também deixei aquela bateria que deu problema. Comprei na Argentina e deixei na Argentina. Bola pra frente, vamos para casa é isso que importa.
Pegamos a Ruta 14 com pista duplicada e limite de 130 Km/H, mas antes paramos no primeiro posto YPF para colocar gasolina nas motos e seguir viagem. Tinha um pouco de fila mas foi rápido. Também aproveitamos para abastecer as bolsas de hidratação, eu sinto muita sede, tomo 1,5 litro de água muito rápido.
A Ruta 14 é um trajeto basicamente em linha reta, com pouco movimento e bom asfalto, e com aquele limite de 130, rendia bem. A maior preocupação ali é a policia Caminera, famosa pelas cobranças de propinas de turistas brasileiros. Mas, tentamos seguir ao máximo as dicas que recebemos que eram: Sempre andem com as câmeras nos capacetes e nos postos de controle, passem com o pisca alerta ligado. Foi assim que fizemos, realidade ou pura sorte não fomos parados nenhuma vez neste trecho. Foram mais 260 quilômetros até chegarmos a Paso de Los Libres a última cidade argentina. A fronteira com o Brasil. 
Mas antes, ainda abastecemos mais uma vez e mais uma vez filas para conseguir gasolina. Sem problemas, era a última abastecida na Argentina e também o objetivo era gastar os pesos argentinos que ainda tínhamos.
Na aduana uma grande confusão era gente entrando e saindo da Argentina. Como sempre fizemos, ficamos a Sara e Eu cuidando das motos e o Edu foi sozinho para a imigração. Quando ele voltasse a Sara e eu iríamos. A fila estava grande e demorou quase meia hora para o Edu conseguir realizar a imigração. Quando nós fomos, um agente argentino disse que era para pegarmos as motos e irmos para o posto de saída e lá teríamos nossa saída carimbada. Todo aquele tempo perdido sem necessidade, mas o Edu pediu informações e era tudo muito confuso. Carimbamos e de longe já víamos a bandeira do Brasil. Era um ótimo momento, estávamos felizes pela realização deste sonho e felizes de estarmos novamente no nosso país. Passando a ponte, nossos relógios foram adiantados em 1 hora devido ao nosso horário de verão.
O calor estava forte ao meio dia, quase nos 40º e para ajudar eu não vi a saída para a cidade de Itaqui e segui reto, uns 5 kms depois me dei conta que estávamos indo na direção errada. Daí voltamos e pegamos a estrada correta, cheia de ondulações e muitos caminhões.
Chegamos em São Borja e entramos na cidade para abastecer, comer alguma coisa e levar um susto com o preço da gasolina: R$4,12. Seguimos até Ijuí onde paramos novamente para abastecer, agora a R$3,99. A estrada continuou com má conservação até chegarmos a Passo Fundo, com muito calor e muito movimento.
Neste ponto da viagem, a turma se separou: O Edu seguiu para Erechim e nós ficamos em Passo Fundo para no próximo dia seguir para Blumenau. Nos despedimos depois de 20 dias juntos, nessa altura, todos já pensando em chegar em suas casas. Mas queria dizer que o Edu foi um grande parceiro de viagem foi ótimo poder contar com a companhia dele. Sempre solícito e disposto sem contar que muito bem equipado com vários equipamentos que eu costumo não levar. Valeu mesmo Edu!! Obrigado por tudo, vamos pensar na próxima... 
Em Passo Fundo, nos despedimos no trevo errado e acabei pegando o contorno da cidade que sai para Cruz Alta. Incrível como um caminho tão conhecido por mim e ainda fiz essa burrada, voltamos e pegamos o caminho certo para a cidade, onde nos hospedamos no hotel Maitá. Ficamos 1 hora pelo menos na hidro do hotel para relaxar, ainda faltavam 500 kms...

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