terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Uruguai 16/17

Olá Pessoal, a tempos sem postar no blog, vou relatar como foi nossa viagem de final de ano para o Uruguai. Nossa segunda vez no país "Hermano", porém, não menos especial que a primeira vez. E por vários motivos: Primeiro pois priorizamos locais que não visitamos da primeira vez e segundo pela companhia de amigos especiais.
A ideia inicial se deu quando a Sara descobriu que teria férias coletivas no seu trabalho. Daí em diante começou o planejamento e definição dos locais a serem visitados durante a nossa curta estada no país vizinho.
Depois disso veio o convite e aceite de nossos amigos em participar desta viagem. O Luiz e a Carla, amigos meus a muitos anos (pra mais de 10) e os novos amigos Giovani e Alynne. E também os amigos virtuais Rafael e Kamilla, de Ponta Grossa que nos questionaram se poderiam nos acompanhar nesta aventura. Era a primeira vez dessa galera saindo das terras brasileiras à bordo de suas motos. Para mim e para Sara isso já não era novidade, porém, sabemos bem como é na primeira vez que adentramos a terras vizinhas. O frio na barriga é inevitável, as dúvidas, incertezas e questionamentos são latentes. E para nós foi uma grande honra poder ter a confiança dos amigos em levá-los a terras "tão tão distantes".
Realizamos duas reuniões de planejamento, que mais foram reuniões de "Bebejamento" antes da viagem. Mais bebemos do que definimos quaisquer coisas. O Rafael e a Kamilla não vieram, então ficamos para nos conhecer na estrada mesmo. Aqui um parêntese sobre o casal: Admiro a vontade de viajar desses dois. Eu explico: Eles foram numa Suzuki Srad 750. Moto esportiva, com postura um tanto quanto cansativa para piloto e garupa e mesmo assim, toparam o desafio e o venceram. Apesar de todas as dificuldades... CONTINUE LENDO!!!
A data da partida foi definida para o dia 26/12. Dia do aniversário da minha fiel companheira, Sara. E eu, não poderia deixar de preparar alguma surpresa. Mas isso veremos mais adiante.

ASSISTA O VIDEO!



26/12 - Blumenau x Pelotas - Incidente com nossos amigos

No dia 26, as 05:00 conforme combinado, nos encontramos próximo à casa do Luiz e da Carla. O dia seria puxado, com aproximadamente 850 kms de estrada. Na hora da partida, uma leve garoa caía sob Blumenau. Mas avaliamos e achamos ser melhor nem vestir as capas de chuva. Decisão acertada naquele momento, pois logo em seguida o tempo melhorou.
Andamos pela BR-470 os primeiros Kms, o movimento até que era tranquilo e vencemos rapidamente os pouco mais de 40 kms até o entroncamento com a BR-101, por onde andaríamos até Porto Alegre.
Com o sol já nascendo entre nuvens, subimos o Morro do boi em Itapema e nossa primeira parada foi em Paulo Lopes, no Posto Sorocaba. Ali já tomamos café e abastecemos as motos. Já começava a esquentar, mas nem imaginávamos o que estava por vir. Deste ponto, mandei mensagem ao Rafael, que já estava à nossa frente, na cidade de Laguna. Marcamos um ponto de encontro na cidade de Maracajá, a mais ou menos 1 hora e meia de onde estávamos. O Rafael não respondeu e seguimos viagem. Já com sol rachando continuamos descendo a BR-101, passamos a belíssima ponte Anita Garibaldi e tomamos muito cuidado com os inúmeros radares fixos da BR-101. Para mim já mapeados mentalmente, visto que é um trecho que ando com muita frequência. Já na cidade de Maracajá por volta das 10:30, li a resposta do Rafael que estava ainda em Laguna com problemas na roda dianteira da sua moto. A princípio rolamentos com defeito. Como conheço bem as oficinas da região, indiquei o Rudinho da oficina DESTINO DUAS RODAS, na cidade de Tubarão. Ele contactou o Rudinho que prontamente se dispôs a atendê-lo. Combinamos de nos encontrar já em Pelotas, destino final do dia.
Continuamos em frente e o calor só aumentava. Já em terras gaúchas, paramos num restaurante anexo à praça de pedágios, acredito que próximo a cidade de Osório. O calor estava terrível, e queríamos no refugiar no ar condicionado do estabelecimento. Mas lá dentro estava pior que do lado de fora. Acho que isso justifica o mau humor dos atendentes. Enfim, lanche, água pra hidratar, banheiro e de volta para a estrada. Estávamos na "Free Way", trecho gaúcho da BR-101, um asfalto que mais parece um tapete negro, com quatro pistas e ótima sinalização. Ali a viagem rendeu, porém, logo mais a frente, o calor veio forte. A temperatura subiu para extraordinários 38º. Estava insuportável. Logo após saírmos da Grande Porto Alegre paramos para abastecer e hidratar novamente, na cidade de Guaíba. Ali o tempo já dava sinais que ia nos pregar uma peça com uma chuva. Já retirei os equipamentos que poderiam estragar com a chuva, como comunicadores, câmera e coloquei a capa na mala de tanque. Só não vestimos as capas de chuva.






E o tempo só piorava. De repente, como num passe de mágica, desabou o maior temporal. E não havia nenhum lugar para nos abrigarmos e vestirmos as capas. O jeito foi seguir na chuva até estarmos encharcados e encontrarmos um ponto de ônibus. Já não adiantava muito vestir as roupas, mas eu estava com frio, portanto, precisava me proteger um pouco. Ali a BR-101 deixara de ser aquela bela estrada para ser uma via de mão simples e bastante esburacada. Ao lado, apenas as obras inacabadas de uma duplicação que já começara a mais de 3 anos  estava parada.
Mais adiante um susto, num desvio da entrada da cidade de Camaquã, senti minha moto "sambar", o controle de tração acionou e quase caímos. Pelo espelho vi o Giovani também dançar naquela curva que estava encharcada de óleo. Sinalizamos para o Luiz que conseguiu desviar. Logo descobrimos de onde vinha aquele óleo, logo à nossa frente um caminhão apresentava problemas e estava lavando a estrada com óleo do motor. Felizmente saímos ilesos.
Logo chegamos à cidade de Pelotas, enorme, não imaginava que a cidade era tão grande. Fomos direto ao hotel (HOTEL MANTA, no final do post, todos os dados sobre hotéis). Chegamos ainda sob forte chuva e rapidamente tiramos as capas e fizemos nosso check in.
Em seguida já entrei em contato com o novo amigo, Fabiano Larroque, que prontamente se dispôs a me ajudar a encontrar um local para comemorarmos o aniversário da Sara. Fomos à chopperia Caravela, um lugar bastante animado e com boa comida. Lá nos conhecemos pessoalmente, tomamos as primeiras cervejas de litro, nossas fiéis companheiras dali em diante. Cantamos parabéns para a Sara e depois cortamos um bolo que o amigo levou. Ah, o Rafael conseguiu chegar em Pelotas e também nos conhecemos lá na chopperia. Felizmente eles chegaram bem, e realmente o problema eram os rolamentos dianteiros que estavam bastante deteriorados.
Depois daquela comilança, bebedeira e boas risadas, fomos para o hotel, ainda sob chuva, para descansarmos para o segundo dia da nossa ótima viagem.



Dia 2 - Pelotas x Punta Del Diablo - A viagem realmente começa



Ali nossa viagem realmente começava, seria o primeiro dia de atrações e passeios. Após o café da manhã pegamos as motos e nossas capas de chuva e seguimos em direção ao banhado do Taim. Saímos de Pelotas com chuva que nos acompanhou por quase 100 kms. Até paramos num posto às margens da rodovia, lá já retiramos as capas de chuva e seguimos. O Banhado do Taim é uma reserva ecológica rica em fauna, com retas enormes e perigos eminentes. Como as capivaras que cruzam a estrada. Ou seríamos nós que estávamos no caminho delas? Saímos atrasados de Pelotas e o encontro com o amigo Leão, que mora em Santa Vitória do Palmar, ficou um pouco complicado. Paciência. Paramos em meio a reserva para tirarmos umas fotos e nos esticar. E também para contemplar aquelas paisagens.




Chegamos no Chuí por volta das 11:30 se não me engano, e fomos direto ao Free Shop, porque ninguém é de ferro. Fomos às compras e para minha surpresa, encontro no Free Shop o amigo Leão, foi uma grande festa, a muito tempo não víamos o amigo, que havia se mudado recentemente para Santa Vitória. Conversamos amplamente e ele nos deu as dicas da fronteira, seu território atual. Nos indicou uma boa casa de câmbio. A casa de câmbio Nixus, que fica na avenida principal de Chuí. Compramos pesos uruguaios a 8,50 pesos para cada R$1,00. Na maioria das demais casas, o preço era de 8,00 para cada real. Parece pouco, mas no cálculo final da viagem isso faz muita diferença.
Grande amigo Leão, mais uma vez obrigado por tudo. E aproveito para registrar que, quem estiver de passagem pela região e precisar de algum tipo de apoio, pode contar com o amigo Leão, só deixar um recadinho nos comentários que eu passo o contato dele ok?
Depois de compras feitas, câmbio, foi a hora de almoçar. Almoçamos ainda no lado brasileiro da rua (Chuí e Barra do Chui são divididas pela Avenida Brasil), porém, comida uruguaia. Assados, milanesas e outras delicias.
Depois daquele almoço de rei, fomos para a aduana. Que estava bastante movimentada. Fomos a Sara, Eu, o Luiz e a Carla. Os demais ficaram nas motos pra não termos que tirar malas de tanque, etc. Tinha uma fila enorme, porém, um fiscal aduaneiro acho que foi com a minha cara e mandou passar na frente e ir num guichê logo na porta que estava vazio. O atendente, não foi tão simpático e pra ajudar, entreguei meu passaporte e me esqueci que no meio dele tinha alguns dólares. Quando ele viu, jogou os dólares para mim como se fosse algo infeccioso. Perdi desculpas e ele carimbou os passaportes sem falar uma única palavra. Em seguida os demais foram na aduana e partimos. Ah, antes da aduana pausa para foto na placa que delimita Brasil e Uruguai. Para mim e para Sara seria a terceira vez que entrávamos no Uruguai. Porém, para o Giovani, Alyne, Luiz, Carla, Rafael e Kamila era a primeira vez que saíam das linhas do Brasil de moto. Imagino que na cabeça e no estômago deles a sensação era a mesma que eu vivi quando saí a primeira vez  que fui para o "estrangeiro". Para você ter uma ideia, eu tava tão nervoso que derrubei a moto no posto antes da aduana LEIA AQUI! Mas passado isso tudo, era hora de rodar em terras "Hermanas".







Dali já saí "com as orelhas em pé", pois não queria perder por nada um ponto da estrada onde a pista de automóveis pode ser usada como pista de pouso de emergência para aviões. Isso mesmo, uma estrada que simplesmente você pode estar passando e um avião pode pousar de repente. Logo em seguida entramos no Forte Santa Tereza, muito bem preservado e que faz parte do parque Santa Tereza que visitaríamos no dia seguinte. A entrada do parque custa R$12,00. É uma fortificação construída quase às margens do Oceano Atlântico. Lá pode-se conhecer toda a história das construções dos fortes do Uruguai, seus tamanhos e localizações. O Forte Santa Tereza é um dos maiores, acredito que o maior seja o de Montevideo.




















Seguimos mais alguns quilômetros e logo estávamos na cidade litorânea de Punta Del Diablo. Logo na entrada da cidade paramos num mercadinho para nos refrescarmos. O calor estava muito forte. E também aproveitamos para pedir informação de onde ficava o hotel do Rafael e da Kamilla, pois eles não conseguiram reservar no mesmo hotel que o nosso.
E lá nesse mercadinho já bolamos o plano infalível para a primeira noite em Punta Del Diablo. Já compramos quatro garrafas de cerveja Patrícia e também os vasilhames, bem geladas. Era só chegar no hotel e desfrutar.
Ficamos no Hostel El Nagual, um hotel bastante simples, porém, bem limpo e confortável. Como eu e o Luiz tínhamos reservado a bastante tempo, pegamos um chalé para 4 pessoas, o Giovani e a Alyne pegaram um quarto com banheiro coletivo, que segundo eles atendia bem as expectativas.
No nosso chalé havia uma "Parrilla" ou churrasqueira, usada pelos uruguaios. E logo tratamos de fazer ela "roncar". Ao lado do Hostel há um mercado, com bastante variedade, fomos até lá e compramos o que era necessário para um churrasco. Chamamos o Rafael e a Kamilla e ficamos lá conversando e bebendo. No chalé do lado, o Lisandro, de Porto Alegre, motociclista também que logo se enturmou conosco e o papo correu solto até altas horas.




O segundo problema com a Srad

Quando o Rafael e a Kamilla chegaram, a moto apagou. E... não pegou mais. Fui até ele, porém sem sinal nenhum. A expressão de preocupação dele era muito nítida, assim como da Kamilla. Mas nestas horas isso não resolve nada, o jeito é ter calma e pensar numa solução. Que naquele momento seria arranjar um cabo de bateria. E foi um tal de vai no mercado, fala com o dono do hotel e nada. Felizmente o dono do hotel emprestou uma extensão, e o jeito foi improvisar. Desmontamos a extensão e fizemos uma chupeta forçada. Os fios esquentavam, mas não tinha outro jeito. A moto ligou! Ufa! Deixamos carregando uns 15 minutos para ver se a bateria carregava. E, a bateria não carregou. Sugerimos ao Rafael que voltasse ao Brasil, mais precisamente ao Chui, distante pouco mais de 40 kms. Seria mais fácil procurar recursos lá do que na cidade que estávamos.
Enquanto isso, o Luiz pilotava com maestria a churrasqueira e o churrasco tava bom demais. Sem contar nas Patrícia que rolavam na roda de amigos. Bom papo, boas histórias e assim findava o segundo dia da nossa viagem.

Dia 3 - Punta Del Diablo - Visitas à Cabo Polônio e Parque Santa Tereza

Eu acordei as 05:00 da manhã, no horário local, pois no Uruguai não há horário de verão, portanto, estava acordando as 06:00 no horário brasileiro. O sol já dava sinais que seria forte o dia inteiro, mas era muito cedo para pular da cama e acordar a Sara e o Luigi e a Carla que dormiram no quarto da parte de cima. Fiquei enrolando na cama e tentando dormir mais um pouco, sem sucesso. Em seguida o Luiz também acordou, mais um que não se acostumava à nova realidade do horário.
E depois que todos acordaram, as reclamações começaram: Uns falaram que eu ronquei, eu falei que o Luiz roncou e assim sucessivamente.
Tomamos o café da manhã do hotel, bastante simples, porém, nada assustador. Padrão uruguaio, argentino, etc. Pão, manteiga, doce de leite, café e suco. Tava ótimo para o nosso "desayuno". No café já encontramos o Giovani e a Alyne que dormiram no prédio da pousada. O Rafael e a Kamilla chegaram depois, ele tinha conseguido fazer a moto pegar no tranco no hotel que eles estavam. Mas, quando ele parou em frente do nosso hotel, a moto morreu de novo. E lá vamos nós outra vez empurrar a moto para fazer pegar. Pegou! E lá foram eles para o Chuí para tentar resolver o problema.
Com roupas mais leves e baús vazios partimos para o passeio até Cabo Polônio. Distante 60 quilômetros de Punta Del Diablo. Cabo Polônio é uma praia bastante isolada e também reserva ambiental onde milhares de lobos marinhos. Basicamente o caminho para chegar lá é voltar para a Ruta 9 e ir até a cidade de Castillos, lá vira a esquerda para a Ruta 16 e segue reto. (COMO CHEGAR EM CABO POLÔNIO)
Paramos num pequeno posto e mercearia à beira da estrada onde abastecemos as motos e as meninas se esbaldaram nos alfajores. Lá abastecemos pela primeira vez a gasolina uruguaia, o preço foi de $42,50 pesos, com o câmbio que fizemos a R$0,11 por peso, o litro custou R$4,97. Caro! Bem caro, mas no ano passado, quando cruzamos o Uruguai, eu fiz câmbio oficial, e paguei R$0,16. Ou seja, o litro da gasolina custou R$6,80. Diferença né?
O caminho pela Ruta 9 e 16 é muito cheio de pastagens e campos sem fim. As estradas são boas e a sinalização é muito boa também. Nem precisa de um GPS, só uma boa pesquisa, marcar os pontos principais e ser feliz!
Na entrada do Parque de Cabo Polônio compramos os ingressos e aguardamos a partida dos caminhões que levam até a reserva. Sim, são caminhões antigos, todos com tração integral, necessária para vencer aquele monte de areia que tem até lá. São aproximadamente 7 quilômetros. O caminhão tem cadeiras na parte inferior e na parte superior com vista panorâmica e muita emoção. A Sara e Eu optamos pelo pacote com emoção. E foi com muita emoção. Pra se ter uma ideia, o caminhão deve ter perto de uns 3,5 metros de altura, as dunas são altas e os caminhões praticamente não tem suspensão. Era um tal de sacode pra cá, sacode pra lá, que parecia que ia tombar a qualquer momento. Foi bem emocionante mesmo. Na volta já não queríamos mais ir na parte de cima.
O caminho é feito no meio de um bosque com caminhos de areia, não sei como que as árvores crescem no meio de tanta areia, e depois pela praia. Até chegar na pequena vila que há no local.
Confesso a você que é um lugar bem alternativo, luz elétrica apenas eólica ou solar, as casas têm tetos baixos. Há muitas lojas de artesanato e alguns hostels para todo tipo de gosto. Na ponta leste da praia, há um farol mantido pelo exército uruguaio onde se pode avistar os lobos marinhos. Caminhamos até lá e um cheiro forte de lixo, com coisa podre, sei lá, começou a exalar. Pensei que o cheiro era de algum animal morto em meio à vegetação, porém, só aumentava.











Pagamos o ingresso de pouco mais de R$4,00 para subir as escadas e admirar os lobos marinhos lá de cima do farol, são vários degraus em uma escadaria espiral até se chegar ao topo do farol. E lá em cima para minha surpresa o cheiro lá em cima era muito pior. Sim, muito pior mesmo, cheguei a sentir vontade de vomitar. Nossa, o cheiro era insuportável mesmo. Ficamos alguns minutos lá em cima e resolvemos descer. Claro, vale enfatizar que o visual é incrível. Toda aquela imensidão de água e muitos lobos marinhos no costão de pedras relaxando. Não sei como com aquela catinga que eles exalam.
Descemos e estava na hora de almoçar, porém, com aquele "Futum" não tinha paladar que aguentasse. De volta ao caminhão e mais 7 quilômetros chacoalhando. Desta vez na parte debaixo. E nossos amigos não quiseram experimentar a incrível sensação de passear na parte superior do caminhão.
Pegamos as motos e fomos de volta em direção à Punta Del Diablo e fomos direto ao Parque Santa Tereza. Mesmo lugar que estávamos no dia anterior para visitar o Forte de Santa Tereza. O Parque Santa Tereza é muito grande, tem vários caminhos, praias, bosques, mirantes, camping e até um mini zoológico. Felizmente nesta parte do passeio a temperatura estava mais agradável, pois estávamos andando em meio à bosques com grandes árvores. Em vários pontos famílias inteiras acampando e aproveitando aquele lindo lugar.
O parque Santa Tereza faz parte do Forte, que foi construído em posição estratégica para defender as terras uruguaias. O Uruguai possui cinco fortificações posicionadas nas áreas de maior interesse e onde poderiam sofrer invasões.
No mini Zoo nos refrescamos com água e picolés depois voltamos para Punta Del Diablo para almoçar. Já passava do meio da tarde então a fome batia forte. Eu estava afim de comer uma "hamburguesa", ou simplesmente um hambúrguer. Achamos um restaurante no centro de Punta Del Diablo que servia. Todo mundo pediu a mesma coisa e pra beber algumas Patrícia.
Voltamos para o hotel e o Rafael e a Kamilla deram sinal de vida, segundo o mecânico que atendeu eles no Chuí disse que o problema era bateria. O Rafael comprou uma nova bateria e voltou para nos encontrar. Problema resolvido, hora de curtir a viagem.
A noite fizemos novamente um churrasco e ficamos na frente do nosso chalé batendo papo e bebendo várias Patrícias. Fomos descansar pois o dia seguinte tinha muita coisa pra visitarmos.

Dia 04 Punta Del Diablo x Piriapolis

No dia Seguinte tomamos café logo cedo e partimos para a estrada, tínhamos muitas coisas para vermos naquele dia. Nos despedimos e seguimos para Ruta 9 sentido sul novamente, o mesmo caminho que fizemos para ir a Cabo Polônio. Porém, descemos além de Castillos e viramos mais à frente para a cidade de Jose Ignacio. Fiquei preocupado com o trecho de terra que iríamos andar, principalmente pelo Rafael estar com uma moto esportiva. Mas a estrada era muito boa, chão batido apenas e bem larga. Seguimos por esta estrada até encontrar a Ruta 10 e virar a esquerda, no sentido da Laguna Garzón. O intuito de ir por este caminho era conhecer a ponte redonda da Laguna Garzón, uma obra um tanto quanto curiosa, uma ponte redonda, como se fosse uma rotatória sobre o canal da Laguna. O objetivo dessa obra foi fazer com que os motoristas reduzissem a velocidade para cruzar ela. E o objetivo foi alcançado. A ponte foi inaugurada a pouco tempo e é uma obra bastante curiosa. Naquela região também tem a ponte ondulada que também passamos naquele dia. Depois da ponte seguimos para Maldonado, cidade vizinha à Punta Del Este e onde fica a ponte ondulada. uma construção bem divertida de cruzar. Você sobe e desce pelo menos quatro vez para cruzar a ponte. Passamos duas vezes pela ponte, paramos para bater fotos e depois fomos comer alguma coisa. Lá em Maldonado mesmo, pois em Punta Del Este é tudo mais caro. Essa região de Punta Del Este é uma área de grandes casas, mansões, hotéis de luxo e a ostentação é grande ali. Vários carros de luxo, prédios suntuosos, até mesmo do Donald Trump ainda em construção.












O calor estava muito forte e estávamos cozinhando dentro das roupas pesadas. Depois que entramos em Punta Del Este, paramos no monumento Los Dedos uma escultura na areia que são os dedos saindo da areia. Para nossa sorte, a rua estava fechada para montagem do palco da virada que aconteceria em dois dias se não me engano. Demos um "migué"  e entramos na avenida bloqueada para tirarmos algumas fotos. Essa foi a nossa segunda vez naquela cidade e conseguimos tirar boas fotos naquele monumento, que o mesmo escultor que o fez, construiu a mão do deserto lá no deserto do Atacama, onde estivemos a dois anos atrás LEIA AQUI.






Depois disso, fomos na Calle Gorleros, bem no centro de Punta, queria conhecer uma loja chamada Canoa Quebrada. É uma loja de lembranças para turistas, só que a fachada da loja é toda com pequenas placas com distâncias para vários lugares do mundo. Queria muito tirar uma foto lá. E claro, já aproveitamos para fazer umas compras. Na loja, música alta e várias opções de lembrancinhas a preços muito especiais.




Fomos pela Praia Brava em direção à Punta Ballena e a casa Pueblo, do artista uruguaio Carlos Paez Villaró. Uma linda casa à beira do mar onde o artista marcou como sua grande obra e conta a história do seu trabalho pelas artes. Filmes, esculturas, pinturas e gatos. Uma bela visita para encher os olhos e respirar um pouco de cultura. No caminho para Punta Ballena passamos pelo imponente Cassino e Hotel Conrad. Com seus Mini Cooper em exposição no gramado que são os prêmios do cassino. Eu ainda me hospedo lá...












Fomos para Piriapolis, cidade vizinha 20 kms para dormirmos. Piriapolis é uma praia muito agradável e confortável. Deixamos o Rafael e a Kamilla no hotel que eles haviam reservado, depois o Giovani e a Alyne e fomos para o hotel que tínhamos reservado eu e o Luigi. E isso foi uma aventura. O hotel ficava fora da cidade, não tinha sinalização, e ficamos por mais de meia hora procurando. O lugar era muito remoto, no final de um loteamento em fase de vendas ainda, muito escondido. Finalmente chegamos até lá e ficamos com medo de ficarmos naquele lugar. Aparentemente era muito bonito, porém, ficamos no portão por mais de 15 minutos chamando e ninguém nos atendeu. Já estávamos cansados e com calor demais, resolvemos voltar para a cidade e escolhermos outro hotel. Felizmente não precisamos procurar muito e logo encontramos um bom hotel, com preço bom e bem localizado. Até tomamos um banho de piscina. Depois contemplamos o belíssimo pôr do sol à beira do mar e jantamos muito bem acompanhados de várias Patrícia geladas.


Dia 05 - Piriapolis x Colônia Del Sacramento 
MAIS PROBLEMAS NO DIA SEGUINTE

Tudo pronto para irmos para Montevideo e depois a nossa última parada em Colônia Del Sacramento. Saímos do hotel e fomos ao hotel do Rafael e da Kamilla para pegar eles e irmos ao Encontro do Giovani e Alyne. Chegamos no hotel deles e novamente o Rafael estava com problemas para ligar a moto. Só pegava no tranco novamente. Procuramos oficinas na cidade, até encontramos, porém, ninguém estava disposto a mexer na moto dele. O jeito era ele seguir para Montevideo onde havia concessionária Suzuki. Empurramos a moto e ligou, ele pegou a Kamilla e seguiu para Montevideo. Nós fomos conhecer o Cerro San Antônio, onde admiramos a paisagem e compramos algumas lembranças (de novo). Depois fomos conhecer o Castelo de Piria, um lindo castelo construído pelo fundador da cidade.









Depois voltamos para Ruta Interbalneárica para Montevideo. Seguimos bem pela estrada que é duplicada e tem ótimo asfalto. Entramos em Montevideo logo depois do aeroporto e seguimos pela Rambla Costanera ou avenida Beira Mar. Andamos bastante por esta avenida até chegarmos ao mercado municipal onde almoçamos. O mercado municipal de Montevideo é totalmente diferente do mercado Público de São Paulo. Em Montevideo, há apenas restaurantes e não bancas que vendem frutas, temperos e outras coisas como em São Paulo. Não demos muita ênfase para Montevideo por ser uma cidade grande e difícil de se locomover com as motos devido ao trânsito caótico. Eu particularmente evito esses grandes centros. Lá tivemos notícias do Rafael e da Kamilla, o problema da moto dele havia sido resolvido paliativamente. Combinamos de nos encontrar em Colônia Del Sacramento.
Seguimos pela Ruta 1 para Colônia Del Sacramento, sol na cara e muito calor. Felizmente a estrada é muito boa e quase nada de movimento. Rendeu bem este trecho. Acho a entrada de Colônia um lugar incrível, pois por pelo menos cinco quilômetros é rodeada por palmeiras muito bonitas. Chegamos à aprazível cidade e fomos procurar o nosso apartamento que estava reservado. Fomos a um endereço que nos passaram para pegar as chaves, porém, chegando lá, a dona do apartamento nos disse que havia reservas em duplicidade e nos ofereceu outro lugar para ficarmos ali mesmo onde pegaríamos as chaves. Era um apartamento com duas beliches embaixo e uma cama de casal na parte de cima. Optamos por ficar lá mesmo. O apartamento era confortável, tinha Wi fi e um terraço onde aproveitamos para colocar jaquetas, botas e outras coisas para secar. O sol estava torrando, então secou tudo..
Saímos para caminhar pela cidade já ao cair do sol e conhecer o centro histórico. Lugar de muita história de lutas e disputas pelo território de Colônia Del Sacramento, lugar estratégico para os conquistadores espanhóis e portugueses. Colônia está às margens do Mar Del Plata, importante caminho que foi utilizado para transportar prata e outras riquezas exploradas no nosso continente para a Europa. Aquela cidade teve vários conflitos entre portugueses e espanhóis que queriam aquela faixa de terra para si. O centro histórico é uma região onde a arquitetura é o ponto alto. São várias casas ora de pedra, ora com fachadas imponentes. Arquitetura das duas colonizações que por ali passaram. Dizem que existem algumas casas que tiveram suas fachadas alteradas pelos espanhóis para mostrar quem mandava lá.. Vai entender.
Felizmente o Rafael e a Kamilla conseguiram chegar em Colônia também. O problema da moto dele era o retificador da bateria, uma peça que transforma a energia para a bateria e a carrega. Com ela sem funcionar, a bateria não é carregada. Ele foi até a Suzuki de Montevideo porém, não conseguiu consertar, então levaram eles até a concessionária da KTM e lá também não conseguiram resolver. Mas deram uma ideia: Venderam para ele um carregador de bateria e ele tinha que tirar a bateria da moto todos os dias, carregar e seguir viagem. Uma solução paliativa, porém, naquele momento era o que poderia ser feito.







Jantamos no restaurante "El Drugstore", onde há aqueles carros antigos muito comum vê-los em fotos de turistas que passam por Colônia. Há até um carro onde é possível sentar e comer dentro dele. Lá no restaurante ganhei um lindo presente dos meus amigos, como forma de agradecimento pela viagem. Gostei demais. Muito obrigado!!

Dia 06 - Colônia Del Sacramento 

Em Colônia Do Sacramento é possível alugar aqueles carrinhos de Golf para andar pela cidade. O Problema é que estávamos em 8 pessoas e não tinha visto carrinho desse tamanho. Saímos para tomar café e procurar um lugar para alugar, e para nossa surpresa, conseguimos alugar apenas um carrinho com capacidade para 8 pessoas. Era elétrico e pagamos 100 dólares para passar o dia com ele. Alugamos o carrinho próximo ao porto do Buquebus, serviço de barco catamarã que vai de Colonia para Buenos Aires. Neste barco é possível embarcar com o seu carro ou sua moto. O valor é alto, porém, existem outras duas empresas que fazem o mesmo serviço que tem preços melhores. São elas a Colônia Express e a Sea Cat.

Com o carrinho, seguimos até a  Plaza de Los Toros  que fica distante uns 5 kms do centro da cidade, era uma praça de touradas que foi construída pelo governo espanhol durante seu tempo de domínio do lugar. Está abandonada e caindo. Ali perto fomos a uma casa que vende antiguidades, um lugar bem bagunçado mas cheio de coisas legais. Vidros, câmeras antigas e todo tipo de coisas. Depois que todo mundo escolheu, entramos em negociação e conseguimos um bom desconto pelas compras.
Eu aprontei uma enquanto andávamos pelas ruas de Colônia, como o carrinho não desenvolvia grande velocidade, pulei dele em movimento e saí correndo ao lado dele, consegui até correr mais rápido do que o carrinho podia andar, mas logo me cansei. O pessoal pediu pra eu fazer de novo e eu já estava quase "morrendo". Mas rendeu boas gargalhadas.









Quando passávamos por brasileiros era uma grande festa, gritos e tudo que se pode imaginar. Sei lá o que pensavam daqueles 8 doidos num carrinho amarelo andando pelas ruas da cidade. Tentarmos encontrar um cassino para arriscar a sorte, porém todos fechados, afinal era véspera de Reveillón.
Compramos artesanatos em azulejos, muito comuns na cidade. Uma cultura deixada pelos portugueses. Achamos uma loja muito legal, se chama Inthi Wasi, fica no centro histórico, perto da catedral. Tem bons preços e muita variedade. O Enzo, dono da loja atende muito bem também.
Voltamos para a cidade para almoçar e passear mais um pouco. Já reservamos local para nossa ceia de ano novo. Ficamos na Cervejaria El Palacio, próximo ao Iate Clube de Colônia. Lá jantamos, bebemos mais Patrícias e celebramos a virada do ano, porém, a nossa partida no dia seguinte seria muito cedo, então não dava para alongar muito. Voltamos ao apartamento e brindamos a virada lá no meio da rua mesmo. Fomos dormir praticamente a 1 da manhã.



Dia 07 - Colônia Del Sacramento x Santa Maria
Já no dia 01 de janeiro acordamos as 05 da manhã e pegamos o caminho de volta para casa. Saímos de Colônia com os primeiros raios de sol e voltamos à Ruta 1 até o trevo de acesso para a cidade de Cardona. A cidade ainda dormia e nas cidades que passamos encontramos algumas pessoas de ressaca voltando da celebração do ano novo. O dia amanheceu e o calor apertou.
Neste dia aconteceu uma coisa muito legal. Paramos na cidade de Tacuarembó, e a exatamente um ano, estávamos naquele mesmo posto à caminho do Ushuaia. Seguimos adiante para a divisa com o Brasil, porém, ainda fizemos uma parada em Paso de Los Toros para hidratar e abastecer as motos. Depois chegamos à Rivera, cidade que faz divisa com Santana do Livramento no Brasil. Fomos até a aduana porém, estava fechada. Pedi informações e me passaram que a aduana foi transferida para dentro do Shopping Siñeriz, um Free Shop muito grande que há lá. Fomos até a nova aduana e fizemos nossa imigração. Aproveitamos para almoçar e descansar um pouco.

Agora era Brasil de novo, seguimos viagem pela RS-158, um calor de rachar mamona. E onde fui picado por uma vespa, na região da têmpora, não quis nem parar para ver o estrago, fui tentando segurar a dor e andamos adiante, até chegarmos num posto, eu precisava abastecer e estava com muito, mas muito sono. Assim como os demais. Passamos pela cidade de Rosário do Sul e seguimos adiante e neste trecho um grande deserto. Sem absolutamente nada até Santa Maria. A gente estava morrendo de calor e de sede. Vi umas placas indicando um vendedor de melancias, e imaginei que lá teria água para vender. Chegamos na barraca das melancias. O dono nos atendeu muito bem, pedi a ele se havia água para vender e ele disse que não. Mas que daria um jeito. Ele nos deu a sua própria água, uma garrafa PET congelada. Completamos aquela garrafa com a água já quente que tínhamos e matamos nossa sede. Aqui fica um parentese, essa é a melhor parte da viagem: As pessoas que se conhece pelo caminho. Esse senhor dividiu o pouco que tinha com pessoas estranhas. Eu dei uma gorjeta generosa à ele como forma de retribuir a atenção dele. Se ele tivesse uma melancia gelada, íamos nos agarrar numa melancia.

Chegamos em Santa Maria já com hotel reservado pelo nosso amigo virtual Leandro Kauspenhar, ficamos no aconchegante Umberto Hotel. Depois de devidamente hospedados, liguei para o amigo virtual que prontamente veio nos recepcionar. Estávamos muito cansados e gostaríamos de dormir cedo naquela noite, pois no dia seguinte tínhamos mais 850 kms até nossas casas.
O Leandro nos levou ao Moto Garage, um bar temático, muito legal, com motos, equipamentos e várias coisas relacionadas ao motociclismo. Seu cardápio tem lanches com marcas de motos e esse tipo de coisas.
Ah, mas o mais legal foi conhecer o Leandro, motociclista experiente e muito simpático. Acho que poderíamos ficar a noite toda ali conversando sobre viagens, motos e assuntos pertinentes, muito legal conhecer o amigo.


Dia 08 Santa Maria x Blumenau
No dia seguinte tomamos café e saimos as 08:30, era o último dia da nossa viagem. Andamos aproximadamente 120 kms e paramos em Cruz Alta, na casa da minha tia. Uma parada rápida para tomar água e matar a saudade da família. Depois de meia hora, partimos, pois o dia era longo ainda. Depois de Ibirubá paramos para abastecer e tomar água e seguimos até Passo Fundo, onde os amigos Vinicius e Camila nos aguardavam, batemos um papo com o casal que anda de moto também e estava de partida depois de alguns dias para o Uruguai também. Eles iam em duas motos. Muito legal! O Vini e a Camila são membros da Guarda Gaúcha do XT660, eles oferecem apoio a motociclistas que passam à região.


Almoçamos ali no restaurante panorâmico, e ficamos todos fartos. Saímos para andar meio "lesados", mas tínhamos que andar. Paramos numa barraca de frutas perto a cidade de Vacaria e o tempo começava a fechar, chuva à vista. Passamos a divisa com Santa Catarina e nova parada para abastecer antes da cidade de Lages. Depois contornamos Lages e seguimos em Direção à Otacilio Costa, onde o tempo fechou de vez e começou a chover. Paramos para colocar capas de chuva e em Otacilio paramos novamente para o Giovani tomar um remédio para dor de cabeça. Ali chovia forte, a estada estava esburacada e todo cuidado era pouco.
Depois entramos na BR-470 já estava escuro e esta é uma estrada que eu não gosto muito de andar, ainda mais a noite. Muitos carros e caminhões em ambos os sentidos. Na Entrada de Agrônomica um pequeno susto: Um carro se confundiu e entrou na contramão um pouco a nossa frente, Felizmente nada grave, mas o susto foi grande, imagino ainda o motorista do carro, pois se deparou de frente com um caminhão que estava a nossa frente.
Em Apiúna nova parada e depois só paramos em Blumenau. Já eram 22:45, estávamos todos cansados porém muito felizes com o sucesso da nossa viagem.
Aos amigos Luiz, Carla, Giovani, Alyne, Rafael e Kamilla, agradeço a companhia durante esta viagem, espero que tenham se divertido e que tenham gostado de transpor as linhas do Brasil. Que o vírus viajante tenha picado vocês, e que vocês vão em busca dos sonhos em duas rodas de vocês.
A Sara, minha esposa e grande companheira. Não tenho palavras para descrever o que essa mulher é capaz e o quanto me motiva e me inspira todos os dias a correr atrás dos meus sonhos que já viraram os sonhos dela também. Nas nossas viagens já compartilhamos bons e maus momentos, porém, sempre estamos juntos, para o que for. Obrigado, te amo!
A Deus por me permitir mais uma vez empreender uma viagem com segurança, voltar para casa íntegro junto com meus amigos e poder contar esta história para as pessoas.



Vou fazer um breve resumo de despesas de viagem, acredito que possa ajudar os futuros viajantes:


Quilometragem: 3.420 Quilômetros
Combustível: 198,3 Litros de Gasolina
Média de Consumo Geral - 17,24 Km/L
Preço Médio da Gasolina - Brasil - Mais barata - R$3,59 - Mais Cara: R$4,17
Preço Médio Gasolina Uruguai - Em todos os postos custa $42,50 - No Câmbio que fizemos, o valor do litro ficava em R$4,97

Hotéis

Pelotas - Manta Hotel - O hotel espanta pela recepção que está em obras, parece ser bem antigo, mas os quartos são muito bons.
Custo R$216,00 mais R$10,00 de estacionamento


Punta Del Diablo - Hostel El Nagual, lá reservamos uma cabana para 4 pessoas. Bem simples, mas confortável e limpo. Boa opção. Tem churrasqueira na varanda e ao lado do hostel há um mercado, fizemos um bom churrasco gastando pouco. Há também opção de quartos com banheiro coletivo no mesmo hostel. Valor R$350,00 por duas noites para cada casal.



Piriapolis - Hotel Rex - Muito bom também, a pouco mais de 10 metros da praia, ótimo café da manhã e uma boa piscina aquecida. Custo R$225,00 por casal para quarto com dois quartos. (entendeu?)


Colônia Del Sacramento - Apartamento General Flores - Era para ser este, depois acabamos ficando no outros apartamentos da mesma dona, não me lembro o nome do lugar. Mas era um bom quarto, perto do centro da cidade, não tinha café da manhã.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

CARTA VERDE - Facilmente emitida na cidade de divisa com o Uruguai ou se preferir, peça ao seu corretor para emitir na sua cidade. Normalmente na aduana é mais barato do que fazer na sua cidade. Eu prefiro fazer antes de sair de casa, pago mais caro mas evito qualquer contratempo. Também é verdade que nunca fiscalizaram se eu realmente tinha a carta verde para entrar no Uruguai e nem um outro país que a exige. Mas penso que seja importante providenciar.

CARTEIRA DE IDENTIDADE OU PASSAPORTE -   Ao menos um destes documentos é obrigatório, não podendo ser substituído por carteira de habilitação ou qualquer outro documento com foto. Se você quiser entrar com o seu RG, ele deve ter no máximo 10 anos de expedição. Com o passaporte eu prefiro, pois nele é carimbada a sua entrada e saída. Caso seja feita a imigração  com RG, eles dão um papel na aduana que você deve guardar e devolver na saída do país.

DOCUMENTO DO VEÍCULO -  Se o veículo está em seu nome ou no nome de alguém que está junto na viagem, ótimo. Se estiver em nome de outra pessoa, você deve providenciar uma autorização por escrito do proprietário para sair do país. Esta autorização o consulado uruguaio pode fornecer o modelo. Ela deve ser reconhecida em cartório e se possível, validada no consulado mais próximo. Se o veículo estiver financiado pela modalidade de LEASING, onde se tem a posse do veículo e não propriedade, deve-se seguir o mesmo trâmite.

COLETE REFLETIVO - PRECISA OU NÃO?   Nós não levamos e não fomos cobrados por nenhuma autoridade para usar. Também reparei que apenas 1 em cada 10 motociclistas locais usam o colete. Portanto, não há o que se preocupar. Caso queira levar, compre em casas de EPI´s custa em média R$15,00.

É isso aí, continue acompanhando o post, pois ainda não consegui colocar todas as fotos. Se você gostou deste artigo, deixa um comentário! Se quiser, curta nossa página no facebook e instagram!

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